sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

TRAVES DE UM ESTUDO VISANDO ENRIQUECER A CULTO AFRO-BRASILEIRO

PREFEITURA MUNICIPAL DE SAPUCAIA DO SUL E A  AFROSSUL (Associação Africanista e Umbandista de Sapucaia do Sul), a traves de um estudo, visando enriquecer a culto afro-brasileira e orientar este segmento religioso no que se refere aos procedimentos em relação a cultos e entregas de trabalho religiosos no meio ambiente.



Introdução 




A guerras havidas entre o Dahomé e a Nigéria, mais ou menos no meado para o final do século XVI, em que o Estado do Kétu, teve praticamente metade do seu território anexado ao Dahomé como espólio de guerra após sua população juntamente com a de Meko, ter sido saqueada e parte dela capturada como escravos perdurando essa anexação militar até os dias atuais.

Como Resultado dessa guerra, muitos foram capturados de ambos os lados, e foram vendidos aos Portugueses como escravos. Foi quando, já ao final do século, começaram a chegar tantos os escravos de origem Ewa-Fon, conhecido popularmente como Jejes, oriundos do Benen, antigo Dahomé, que capturados pelos Yorùbá, com a recíproca, dos Yorùbá capturados pelo Ewa-Fon, também vendidos como escravos.

Os Yorùbá em sua maioria, eram oriundos de Kétu, território anexado. Mas, também vieram negros trazidos de outras áreas Yorùbás como Òyó, Ègbá, Ilesa, Ifon, Abeokuta, Ire, Ìfe, etc.

Estes grupos (Jeje e Yurùbá) quando chegaram ao Brasil, continuaram inimigos ferrenhos e não havia hipótese de um aceitar o outro. Mas, eram indivíduos de tradições sociais religiosas tribais, e não podiam sobreviver sozinhos. Então procuraram unirem-se em virtude da condição cativa de ambos. Essa união era difícil tanto pela barreira do idioma, pois eram vários e diferentes em dialetos, quanto pelo ódio que alguns nutriam contra os outros do que os Senhores de escravos, o que certamente poderia colocar em risco a segurança dos brancos. Então, quando eles permitiam que os negros se reunissem no terreiro para cantar e dançar, estimulavam-lhes que fizessem “rodas” separadas, somente com seus compatriotas, onde os Kétu não misturavam-se aos Jejes nem Bantu e assim também os outros faziam o mesmo ele próprios com relação aos outros. Mas, com o tempo essa tática foi deixando de dar certo, porque os negros entenderam que sua maior fraqueza era a sua própria desunião, e resolveram se unir para facilitar um pouco à sobrevivência, unindo-se contra o inimigo comum, isto é, o branco. Isso é mais evidenciado com a instituição dos quilombos, que eram focos de resistência dos fujões, e que não se curvavam à escravidão.

Nossa religião nós cantamos, oramos e, até dialogamos em Yorùbá com pequenas frases e termos usuais do dia-a-dia nas casas de cultos com a assimilação de um ata vasto vocabulário, se levamos em consideração as condições em que se deu a preservação disto. 
Então no Candomblé nós Cultuamos os Orixás. Isto nós o fazemos diuturnamente no culto aos Orixás, de acordo com a herança a nós legada pelos nossos ancestrais negros que nos ensinaram como faze-lo através dos séculos desde então, da maneira como eles faziam. Essas maneiras são variadas e diversas embora, aos olhos do leigo possa parecer tudo a mesma coisa.

Dessas maneiras, a mais popular é o ORIN (a cantiga-música). Com ela nós louvamos qualquer Orixá ou Imalè (espírito). As cantigas são modos de enaltecer e glorificar os fatos e feitos relacionados a determinado Orixá ou Imalè, reportando um acontecimento ligado à mitologia daquele Orixá.


O BATUQUE 
RIO GRANDE DO SUL

    
Batuque é um termo genérico aplicado aos ritmos produzidos à base da percussão por freqüentadores de cultos cujos elementos mitológicos, axiológicos, lingüísticos e ritualísticos são de origem africana. O batuque é uma religião que cultua doze orixás e divide-se em “lados” ou “nações”, tendo sido, historicamente, as mais importantes a seguintes: Oyò, tida como a mais antiga do estado, mas tendo hoje aqui poucos representantes e divulgadores; Jeje, cujo maior divulgador no Rio Grande do Sul foi o Príncipe  Africano Custódio, Ijexá, Cambinda, e Nagô, são outras nações de destaque neste estado. Nota-se que o Keto esteve  historicamente ausente no RS, vindo somente nos últimos anos a se integrar por meio do candomblé.

OYÒ -  Segundo a tradição local, esta nação chegou oriunda da cidade de Rio Grande. 

As especificidades da nação Oyó residiam, sobretudo, na ordem das rezas, uma vez que chamavam primeiro os orixás masculinos e a seguir os femininos, encerrando-se com as de Yansã (Oiá), Xangô e finalmente Oxalá, o destaque para os dois orixás resultando do fato de serem o Rei e a Rainha de Oyó. Também era próprio da nação Oyó os orixás conduzirem em suas bocas, ao término das obrigações, as cabeças dos animais oferecidos em sacrifício;  finalmente, segundo os mais antigos, no Oyó os ocutás eram enterrados, em vez de colocados em prateleiras (ibidem).

IJEXÁ -  Trata-se da nação predominante hoje no estado. Os deuses invocados são os orixás e a língua ritualística é o ioruba. 

JEJE – No dizer de Pernambuco Nogueira; 

[...]Foi, durante muito tempo, a Nação que predominou no Rio Grande do Sul, em que pese o fato de jamais termos ouvido falar em voduns a exemplo dos cultuados em São Luis do Maranhão. Sempre ouvimos dos que diziam Jeje puros falar em invocar os Orixás Nagô. Dada a complexidades de seus toque, a morosidade dos mesmos e a dificuldades na preparação dos tamboreiros que, inclusive, deviam usar os oguidavis, de difícil manejo, foram adotando as rezas do Ijexa [...] 

CAMBINDA -  Trata-se de uma Nação Banto, originalmente de fala Kimbudo. O cemitério é o inicio da nação religiosa de cambinda, diz um pai de santo estudioso do batuque. Segundo ele, 
[...] o culto a os eguns nesta Nação é tão forte que dificilmente se encontrará uma casa de religião sem que tenha o devido assentamento de Balé (culto aos egunguns), ou igbalé (casa dos mortos). (Ferreira, 1994:59).
Já para o babalorixá Pernambuco Nogueira, nos rituais de Cambinda que freqüentou no Rio Grande do Sul “jamais ouvimos falar de Inkices. O que sempre foi cultuado foi orixas iorubano”.  (Nogueira, 2001).
Embora, como diz Pernambuco Nogueira, “das origens Cambinda matem apenas o rotulo: o conteúdo no Rio Grande do Sul é todo Ijexá.

NAGÔ -  No dizer de Pernambuco Nogueira, [..] é uma Nação que, tendo sido a origem do culto no Rio Grande do Sul, hoje esta praticamente extinta, restando pouquíssimas casas (idem). No na Nação Nagô a chegada dos orixás se faz como no Candomblé (linha por linha, trabalhando e desincorporando) e a matança é procedida com o animal no chão e não suspenso (idem).

Ao que consta não dispomos de informações numéricas sobre a incidência destas Nações no Rio Grande do Sul. O historia dor Dante de Laytano, em pesquisa realizada sobre o batuque em Porto Alegre, em 1951, observou que as 71 casas por ele encontradas dividiam-se em 24 Nação Nagô, 21 Nação Jeje, 13 Nação Oyó, 8 Nação Ijexá e 5 “mistos” (Laytano,s.d.:53). Na atualidade, porem, predomina no batuque do Rio Grande do Sul o lado Ijexá, “ quer pela facilidade do toque como pela ausência de tamboreiros iniciados nos demais cultos”(Nogueira, 2001b). Embora haja terreiros que se digam seguidores de outros lados, trata-se, segundo o babalorixá Adalberto Pernambuco Nogueira, apenas de rótulos utilizados talvez para marcar origens dos fundamentos(idem).

São os seguintes os principais Orixás cultuados no batuque: Bará, Ogum, Oiá, Xangô, Odé(Otim), Ossanha, Oba, Xapanã, Bêdji, Oxum, Iemanja e Oxalá. Estes representam o conjuntos de elementos vinculados a cada um desses Orixás, segunda a tradição batuqueira Gaúcha.



DOS SANTOS


OS ORIXAS 

“ No camdomblé o Deus criador é, 
Olorum também chamado 
Olodummaré. Ele vem acompanhado
De uma série de outros seres (...) 
Temos os Orixás: o conjunto de 
Entidades que podem se manifestar 
Diretamente com os homens (...)”

“Os Orixás são elementos da natureza, cada orixá representa uma força da natureza”

Quando cultuamos nossos Orixás cultuamos também a força dos elementos oriundas da água, da terra, do ar, do fogo e etc. 
Essa  forças em equilíbrio produzem uma enorme energia (axé), que nos auxilia em nosso dia a dia, ajudando para que nosso destino se torne cada vez mais favorável.
Sendo assim, quando dizemos que adoramos a deuses nos referimos a estarmos adorando as forças da natureza forças esta pertencentes a o grande Pai. Pai este conhecido por nos como Ôlorum (Deus supremo).
No Brasil erroneamente diz-se que Oxalá é o Pai maior. Na verdade Oxalá é o mais velho e respeitado entre os Orixás.
A grande maioria das nações áfrica anterior a era cristão, conheciam a existência de Ôlorum como grande criador ser fundamental.
Acreditamos que nosso Deus (é o todo). É o todo é a natureza ( animais, vegetais , homem, plantas e etc).
Ôlorum esta acima da vaidade pessoa e de religiões que buscam sempre monopolizar seu poder.
Como já víamos comentado nosso panteão nada mais é que a junção da energia de todos os elementos da natureza, cada elemento da natureza é pornôs representado por um Orixá.
Aprendemos a sentir e manipular estas energia individualmente através de cada Orixá, os filhos (iawos) nascidos sobre a influencia dos Orixás de tem mais energia do seu influente que os filhos de outros Orixás.
Exemplos: os filhos de Ossaim possuem mais energia voltada para folhas e plantas do que os filhos de Oxum que são mais voltados a magia. 
Em resumo, quase todos os Orixás tiveram uma curta passagem pelo nosso mundo, após fatos heróicos ou divinos encantaram-se e retornaram a orum (céu) deixando para nos segredos e ensinamentos encurtando a ligação do espiritual com o material. Ligação esta que preservamos e não usamos  só para nos, mas também para as pessoas que nos procuram, mesmo sem ter ligação direta com a religião.
Em nossa religião é fundamental a integração com a natureza, quanto maior contato com a natureza maior será seu desenvolvimento sua energia seu axé e , portanto maior será o cordão (o elo) de ligação com seu  Orixá nos aproximando mais de Ôlorum (Deus criador)  





COMO JÁ MENSIONAMOS OS ORIXAS SÃO FORÇA DA NATUREZA E
CUIDAR DA PRESERVAÇÃO DELA É O DEVER DE TODO RELIGOSO.



OFERENDA E DESPACHO.

Material a ser Usado.

Gostaríamos que os dirigentes de nossa Casas (Babalixas, Yalorixá, Sacerdote de Umbanda), passassem a orientar a confecção de suas oferendas, despacho, entregas e etc. Com a utilização de materiais biodegradáveis, evitando-se o uso de plásticos, vidros e outros elementos de difícil absorção pela natureza.

É sabido que a colocação de tais trabalhos no reino correspondente a cada Orixá, Guia ou Protetores destinasse a devolver novamente a natureza os materiais ofertado a eles, e absorção por ela tem que acontecer no menor espaço de tempo para não causar malefício ao eco sistema, como exemplo: poluição, polífleração e etc. E por este motivo que temos que evitar o uso de plásticos, vidros digo perfume, garrafa ou semelhante de difícil decomposição e absorção pelo meio ambiente.

Assim sendo, o já quase esquecido hábito praticado por nossos ancestrais, de colocarem os trabalhos sobre folhas de mamona ou mesmo bananeira, formando uma espécie de bandeja natural parece-nos o ideal para mantermos a proteção a natureza e não agredimos nossos axere.

    
Orixá Bará  

Bará, é o senhor dos caminhos, caminhos que levam e trazem as pessoas se encontrarem ou se distanciarem-se. È quem faz com que os ritos sejam cumpridos, principal responsável pela ligação do mundo espiritual ao mundo material, (orun-ayé). Entre dois caminhos lá está ele, guardando, indicando. Não se faz nada pelo Candomblé antes de agradar a Bará. Pois é o único Orixá que faz o elo de ligação entre nos e os outros Orixás.

Bará é um Orixás tão importante quanto todos os outros Orixás. Por ser mais ligado com o mundo terrestre, possui certos costumes e temperamentos parecidos com os dos seres humanos. Bará é erradamente sincretizado pelo catolicismo como o diabo cristão.
Por ser um Orixá que cuida dos caminhos onde percorre homens, orixás, espíritos e etc. E sendo o elo de ligação entre estes mundos, eles possuem múltiplos contraditórios, sendo bom e mau, astuto, grosseiro, indecente, protetor, alegre, brincalhão, violento e etc. Ou seja, é o Orixá mais humanizado de todo panteão, pois em seu arquétipos incluem-se as impurezas causadas ou existentes nos homens.
Devido a este aspecto, foi sincretizado pelos primeiros missionários, como o diabo cristão.


Lendas: 
Todos os orixás possuem muitas lendas, passadas de boca em boca durante milhares de anos. Citamos aqui uma lenda referente a Elegbará.
Uma mulher que esqueceu de alimentar Exu. Se encontrou no mercado vendendo os seus produtos. Exu põe fogo na sua casa, ela corre pra lá, abandonando seu negócio. A mulher chega tarde, a casa está queimada e, durante esse tempo, um ladrão levou sua mercadorias.
Nada disso teria acontecido se ela tivesse feito a exu as oferendas e os sacrifícios usuais.
LOCAIS INADEQUADO:

Assim como existe locais propícios  a entrega de oferendas a locais inadequados  e até mesmo inaptos por não reunirem as qualidades necessárias no campo vibratório. Entre estes podemos citar as ruas calçadas, templos, escolas, creches, estabelecimentos comercial e industrias, repartição públicas, ou seja, todos os locais de grande influencia de publico e, em especial, de crianças que por curiosidade venha a se colocar em contato com os trabalhos.
É vidente que a colocação de animais sacrificado deve ser banida destes locais  e de outros onde sua presença venha chocar os leigos, e ainda provoca-lhe temor ou repulsa. Devemos considerar que vibrações negativas só poderão ocasionar situação prejudicial ao efeito desejado para o trabalho ali despachado.
Devemos, pois, procurar locais mais afastados do perímetro urbano, pouco movimentado, dando preferência a estradas de chão batido encontrado facilmente na zona rural. O que fará que o material da oferenda seja facilmente absorvido pela natureza, não causar transtorno e nem aversão a leigos. Alem do mais o ofertório será melhor recebido pela entidade pelo esforço realizado em encontrar um local plausível e aptos a o trabalho religioso.

ORIXÁ OGUM 
  
A Divindade masculina, figura que se repete em todas a formas conhecida da mitologia universal. Ogum é o arquétipo do guerreiro. Bastante cultuado no Brasil, especialmente por ser associado à luta, à conquista, é a figura do astral que, depois do Bará, está mais próxima dos seres humanos. Foi uma das primeiras figuras do Candomblé incorporada por outros cultos. Tem sincretismo religioso com São Jorge, tradicional guerreiro dos mitos católicos, também lutador, destemido e cheio de iniciativa. 
É pois, o símbolo do trabalho, da atividade criadora do homem sobre a natureza, produção e da expansão, da busca de novas fronteiras, de esmagamento de qualquer força que se oponha a sua própria expansão.





Lenda:

Ogum foi consultar Ifá pois queria saber como poderia se tornar rei de sua aldeia, e Ifá lhe indicou que fizesse uma oferenda. Passando algum tempo e não tendo Ogum conseguido o que queria, ele retornou a Ifá, recomendou que fizesse a oferenda. Depois, deveria esperar a próxima chava e procurar um lugar que a água tivesse escavado o aterra. Ali deveria pegar a negra areia fina resultante da erosão e coloca-la no fogo.
Ogum fez a oferenda e queimou a areia, que, para sua surpresa, se transformou em ferro depois de esfriar. Era o material, mais duro que ele conhecia, mas era maleável enquanto quente. Primeiro Ogum forjou uma tenaz com o ferro. Agora seria mais fácil de manejar a massa incandescente e forja outras ferramentas. É ele assim fez. 
Com a ferramenta de Ogum a vida material ficou mais fácil, e todos prosperaram. Já se podia derrubar uma mata e arar a terra  mais facilmente. Tudo graças a ferramenta de Ogum.
Daquele época em diante, Ogum ficou conhecido com Ogum algbedè, o ferreiro, e prosperou muito. Era Aquele que Transformou terra em dinheiro. 


Conservando a Natureza Uso de Bebidas.


Devemos frisar que trabalhos colocados em cruzeiros de rua e que encontramos na maior parte das vias públicas destinam-se, em sua maioria, a Exu. Embora boa parte de nossas oferendas é habito a oferta de bebidas no sentido d potencializar a sua força vibratória. Neste casos são os que inadvertidamente fazem-lo e deixado-as dentro do vasilhame de origem ou colocando-as dentro de taças ou copos. Esta atitude se torna prejudicial tanto, tanto pelo fato que o vasilhame podem ser plástico ou devido nocivos ao meio ambiente, no caso da garrafa de vidro quebrar pode acontecer até um acidente com uma pessoa ou criança que venha a trafegar pelo local. A bebida quando derramada no axeré (local) da oferenda libera imediatamente seus fluidos possibilitando a rápida utilização pela entidade a que se destina, estas trabalhão com fluidos. 
Assim sendo devemos colocar a bebida ao redor da oferenda vertendo-a, guardando o vasilhame que após será retirada do local.
Com estes cuidados preservaremos a limpeza do local de entrega de oferenda lugar este para nos sagrado. Alem de respeitar as regras estabelecida por nossos antepassados que diziam orixá não como vidro e muito menos plástico.  


Oya e Iansã

Orixá dos ventos e das tempestades, foi esposa de Ogum, o qual deixou por amor a Xangô; dos Orixás femininos é a mais guerreira; Iansã é associada a sensualidade. Tanto acompanhou Ogum quanto Xangô em suas batalhas, é a dona das relações sexuais. Certas Insãs são ligadas ao culto dos eguns (espíritos dos mortos), é o Orixá que comanda o Balê junto com Xangô.


Lenda:

Era uma vez um grande caçador, líder de todos os caçadores. Ele adotou como filha uma menina de nome Oya, esperta e ágil. Ela se tornou muito querida do grande caçador e ficou muito conhecida pelo povo do lugar. 
Chegou o dia que o grande caçador morreu, o que deixou sua filha muito triste. Oya quis homenagear o pai morto. Enrolou os instrumento de caça do pai em um pano. Preparou os pratos de que ele mais gostava. Durante sete dias, dançou e cantou em homenagem ao pai, chamando a atenção dos caçadores do local. Na sétima noite, seguida pelos caçadores, Oya entrou pela mata e depositou as coisa do pai ao pé de uma arvore sagrada.
Olorum, que tudo vê, ficou muito tocado com a filha adotiva do caçador e a ela  deu o poder de guiar os morto até o òrun, o céu. Transformou o Caçador em Orixá e Oya na senhora dos reinos dos mortos.
Dês de então, quando alguém morre, é Oya quem o leva para o òrun, mas não sem antes ser devidamente homenageada pelos entes que ficam na terra.


Entrega e Levantamento de Oferenda ou Trabalhos:

Como falamos o trabalho deve ser entregue no reino da entidade (axeré natural), para os quais de destinam, de preferência sobre aterra dependendo do Orixá ou Entidade a ser ofertada. Em todos os casos deve procurar um local pouco habitado e sem transito de pessoas. O ato de entrega do trabalho ou oferenda deve ser revestido de todo cerimonial, inclusive com entoação de rezas ou pontos destinado a o Orixá ou Entidade recebedora do ofertório em questão, com toda seriedade, solenidade e apresso que merecem dentro e fora de seu axere (reino).
Caso já tenham sido areadas a frente do peje ou congas em estado de vibração o contato com a natureza é o suficiente para sua aceitação e a partir daquele momento perdem seu valor místico, podendo ser manuseada por qualquer pessoa, mesmo as leigas sem perigo algum. 
Desta maneira podemos dividir o trabalho em duas partes:

1. A entrega vibratória aos Orixás, Guias e Protetores a frente do Peje ou Congal. Ficando em estado vibratório o tempo necessário;

2. A entrega nos axere (reinos) da natureza onde os elementais se incumbirão de absorver os resíduos vibratórios incumbindo se a natureza de reincorporar o restante.   

Assim sendo, uma vez procedida a entrega, dada impede que seja feita a limpeza do local sem maiores riscos para quem o fizer.


ORIXA XANGÔ:

Deus do raio, do trovão, da justiça e do fogo. É um Orixá temido e respeitado, é viril e violento, porém justiceiro. Costuma-se dizer que Xangô castiga os mentirosos, os ladrões e malfeitores. Seu símbolo principal é o machado de dois gumes e a balança, símbolo da justiça. Tudo que se refere a estudos, justiça, demandas jurídicas, ao direito, contrato pertencem a Xangô. 

Lenda:

Xanô era rei de Oyó, terra de seu pai, já sua mãe era da cidade de Empê, no território de Tapa. Por isso, ele não era considerado filho legitimo da cidade. A cada comentário maldoso Xangô cuspia fogo e saltava faíscas pelo nariz. Andava pelas ruas da cidade com seu oxé, um machado e, com seu olhar certeiro, encontrava o ladrão onde quer que estivesse. 
Para continuar reinando Xangô defendia com bravura sua cidade; chegou até a destronar o próprio irmão, Dada, de uma cidade vizinha para ampliar seu reino. Com o prestigio conquistado, Xangô ergueu um palácio com cem colunas de bronze, no alto da cidade de Kossô, para viver com suas três esposas: Oyá (Iansã), a amigo Oxum e a coquete e faceira Oba, amorosa e prestativa.
Para seguir com suas conquistas, Xangô pediu ao babalaô de Oyó uma fórmula para aumentar seus poderes; este lhe entregou uma caixinha de broze, recomendando que só fosse aberta em caso de estrema necessidade de defesa. Curioso, Xangô contou a Oya o ocorrido e ambos, não se contendo, abriram a caixa antes do tempo. Imediatamente começou a relampejar e trovoar, os raios destruíram o palácio e a cidade, matando toda a população. Não suportando tanta tristeza, Xangô afundou terra a dentro, retornando ao orum.

Instrumento de percussão em rituais religiosos.

Os toques de tambores em sessões apresentam-se como uma da maiores fontes de queixas e reclamações da parte de vizinhos, especialmente se estes não são adeptos de nossa religião ou se as cerimônias de realizam em dias de semana e se prolonga alem do horário tolerado pela Lei da Perturbação do Sossego Público, mais conhecida como a Lei do Silêncio, principalmente se são utilizados instrumentos de percussão (tambores).

Nestes caso deve ser feita algumas avaliações sobre o tipo de sessões que são realizadas pelas Casas de Umbanda, Nação ou Candomblé, ou seja, as que usam as que não usam instrumentos. A que não usam podem realizar seus cultos sem maiores problemas. As que usam podem suspender-lo após a 22 horas procedendo-se ao encerramento sem a necessidade de tambores. Os Guias de Luz saberão compreender que tal exigência é fruto de Lei humana e que deve de ser respeitada. No casos de festividades especiais os tambores poderão tocar até mais tarde devendo as casa obter mesma licença a que incluiremos as casa de Nação e Candomblé.

Tal suspensão, contudo, não pode haver nos toques de Nação ou Candomblé, que exigem a vibração dos tambores em todo seu curso. Como esta cerimônia não são freqüentes e sim ocorrem em determinadas épocas do ano, supre-se a desobediência com uma autorização especial, concedida pelo órgão federativo que entrara em contato com o Poder Publico e autoridades Policiais  através de oficio obtendo as devidas autorizações. Evidentemente que há de haver um relacionamento muito bom com a vizinhança para que tudo transcorra em perfeita ordem.
Desejando evitar constrangimentos maiores com os vizinhos, decorrente de denuncias de queixas de vizinha. As casas podem se valer de um isolamento acústico de custo relativamente baixo. Este seria, a nosso ver, o caminho ideal para a tranqüilidade dos trabalhos.

Outro fator preponderante para evitarem-se queixas o de anteciparmos o inicio dos toques de Nação, em geral marcado para às 24 horas o que levaria o seu término para às 7 horas da manhã. A antecipação em nada influirá no bom andamento dos trabalhos, eis que o inicio dos trabalhos tarde da noite, é fruto ainda da escravidão quando os escravos somente poderiam cultuar seus orixás quando os moradores da casa grande já estivessem repousando.


Uso de Velas 

Todas as nossa oferendas são acompanhadas de velas que devem ser acesas como focos catalisadores da vibração dos orixás. Guias ou Protetores a que se destinam e isto requer, de nossa parte o maior cuidado na sua colocação a fim de evitar acidentes lamentáveis e que depõem contra nossa religião. 
Ao entregarmos uma oferenda devemos, antes, analisarmos o local escolhido, limpa-lo e fixar as velas de forma a que não caiam evitando-se assim queimadas ou incêndios, em alguns casos pode-se fazer uma vala ao redor da oferenda para evitar acidentes e possível propagação de incêndios no caso de matas e campos. Jamais devemos colocar velas junto a raízes de arvores, e muito menos em seus ocos, o que é muito comum para protege-las do vento. Estas praticas já foram motivos de destruição de arvores centenárias e de raras espécies o que evidentemente não é do agrado dos orixás, podendo desperta sua ira. 
Este aliais, é um dos motivos por que se condena o uso de bandejas,copos entre outros materiais de plástico nas oferendas; alem de sua difícil e demora absorção pela natureza, oferece graves riscos devido a ser uma extraordinário propagador do fogo. Uma mesa para os Orixás, Guias e Protetores montada sobre uma toalha de plástico, por mais bela que esta seja, e cercada de velas é um verdadeiro barril de pólvora quando colocada em uma mata.  
O pejes (quarto de santo) e congal (altar de imagens) se orienta que seja construido de alvenaria sem a utilização cortinas pois, muitos terreiros ou templos são consumidos pelo fogo, iniciado por velas.
Edé e Otim

Odé 
Odé é o orixá das matas e florestas onde vive a caçar; é o protetor dos caçadores; seus filhos são espertos, rápidos e atentos, tomam conta de um lar perfeitamente, buscando tudo para alimentar seus dependentes. Qualquer expedição que envolva caça, é bom oferendar Odé para obter bons resultados.
Este Deus representa a fartura das matas, seu símbolo é o arco e flecha, sua cor é o azul marinho, seu dia da semana é segunda-feira, seu sincretismo no sul é com São Sebastião.

Otim 
Orixá que acompanha Odé, vive no mato a caçar junto com seu companheiro, come toda espécie de caça. Junto com Odé também é dona da pontada pneumonia, no Brasil esta iyaba é muito pouco cultuada; Aqui no Rio Grande do Sul o culto á Otim ainda se mantém e quase todos sacerdotes tem os assentamentos de Otim entre seus Orixás, mas mesmo assim é raro ver filhos de Otim.
Lenda 

Orixá da Caça e da Fartura!
Em tempos distantes, Odùdùwa, Rei de Ifé, diante do seu Palácio Real, chefiava o seu povo na festa da colheita dos inhames. Naquele ano a colheita havia sido farta, e todos em homenagem, deram uma grande festa comemorando o acontecido, comendo inhame e bebendo vinho de palma em grande fartura. De repente, um grande pássaro, (èlèye), pousou sobre o Palácio, lançando os seus gritos malignos, e lançando fardas de fogo, com intenção de destruir tudo que por ali existia, pelo fato de não terem oferecido uma parte da colheita as feiticeiras Ìyamì Òsóróngà. Todos se encheram de pavor, prevendo desgraças e catástrofes. O Rei então mandou buscar Osotadotá, o caçador das 50 flechas, em Ilarê, que, arrogante e cheio de si, errou todas as suas investidas, desperdiçando suas 50 flechas. Chamou desta vez, das terras de Moré, Osotogi, com suas 40 flechas. Embriagado, o guerreiro também desperdiçou todas suas investidas contra o grande pássaro. Ainda foi, convidado para grande façanha de matar o pássaro, das distantes terras de Idô, Osotogum, o guardião das 20 flechas. Fanfarrão, apesar da sua grande fama e destreza, atirou em vão 20 flechas, contra o pássaro encantado e nada aconteceu. Por fim, todos já sem esperança, resolveram convocar da cidade de Ireman, Òsotokànsosó, caçador de apenas uma flecha. Sua mãe Iemanjá, sabia que as èlèye viviam em cólera, e nada poderia ser feito para apaziguar sua fúria a não ser uma oferenda, uma vez que três dos melhores caçadores
falharam em suas tentativas. Iemanjá foi consultar Ifá para Òsotokànsosó. Os Babalaôs disseram para Iemanjá preparar oferendas com ekùjébú (grão muito duro), também um frango òpìpì (frango com as plumas crespas) , èkó (massa de milho envolta em folhas de bananeira), seis kauris (búzios). Iemanjá fez então assim, pediram ainda que, oferecesse colocando sobre o peito de um pássaro sacrificado em intenção e que oferecesse em uma estrada, e durante a oferenda recitasse o seguinte: "Que o peito da ave receba esta oferenda". Neste exato momento, o seu filho disparava sua única flecha em direção ao pássaro, esse abriu sua guarda recebendo a oferenda ofertada por Iemanjá, recebendo também a flecha certeira e mortal de Òsotokànsosó. Todos após tal ato, começaram a dançar e gritar de alegria: "Oxósse! Oxósse!" (caçador do povo). A partir desse dia todos conheceram o maior guerreiro de todas as terras, foi referenciado com honras e carrega seu título até hoje.

Ossain 

Divindade das folhas medicinais e liturgias, detentor do axé (força, poder e vitalidade). Seu símbolo é uma vara de ferro com sete pontas dirigidas para cima, com a imagem de um pássaro na ponta central. Dono do segredo e das folhas, é considerado o médico do candomblé e da nação, sua importância é tão fundamental, que nenhuma cerimônia pode ser feita sem a sua presença. 

Lenda 

  Ossain era o filho caçula de Yemanja e Oxalá e, desde pequeno, vivia no mato. Tinha uma habilidade especial para tratar qualquer doença, por isso viajava pelo mundo inteiro, sendo sempre recebido com carinho pelo rei de cada tribo. Ele recebeu de Olodumaré o segredo das folhas; assim sabia qual delas curava doenças, trazia vigor ou deixava as pessoas mais calmas. Os outros orixás invejavam o irmão, pois não tinham este poder e dependiam de Ossain para ter sucesso. Ele cobrava por qualquer trabalho, aceitando mel, fumo e cachaça como pagamento pelas curas que realizava. Xangô que era temperamental, não admita depender dos serviços de Ossain, e por isso pediu a sua esposa Iansã, orixá que domina os ventos, para que as folhas voassem em direção a todos os orixás, para que cada qual exercesse domínio sobre uma delas. Em meio a ventania, Ossain repetia sem parar: “eu eu assa!”, que significa “ho, folhas!”. E com este tipo reza, embora cada orixá tenha se apossado de uma folha, Ossain evitou que seu poder fosse distribuído entre os irmão, pois só ele conhecia o axé de cada uma delas e o segredo de pronunciar estas palavras de maneira a conservar o poder sobre elas. Com sua sabedoria, até hoje Ossain permanece o rei da floresta, sendo considerado o orixá da medicina. 



Oba Orixá do rio Níger, terceira mulher de Xangô. Orixá, embora feminina, temida, forte, energética, considerada mais forte que muitos Orixás masculinos. OBÁ Divindade feminina, guerreira que às vezes é também citada como caçadora. Irmã de Óya (Iansã). Esposa de Ogum e, posteriormente, terceira e mais velha mulher de Xangô.
Bastante conhecida pelo fato de ter seguido um conselho de Oxum e decepado a própria orelha para preparar um ensopado para o marido na esperança de que isto iria fazê-lo mais apaixonado por ela. Quando manifestada, esconde o defeito com a mão. Seus símbolos são uma espada (idà) e um arco e flecha (ofá). Sua saudação é OBA XÍ ou ÖBA XIRE

LENDA
Orixá guerreira e das águas revoltas !!! 

Obá vivia em companhia de Oxum e Oyá (Iansã), no reino de Oyó, como uma das esposas de Xangô, dividindo a preferência do reverenciado Rei entre as duas Iyabas (Orixás femininos). 

Obà percebia o grande apreço que Xangô tinha por Oxum, que mimosa e dengosa, atendia sempre a todas as preferencias do Rei, sempre servindo e agradando aos seus pedidos. Obà resolveu então, perguntar para Oxum qual era o grande segredo que ela tinha, para que levasse a preferencia do amor de Xangô, vez que Oyá, andava sempre com o Rei em batalhas e conquistas de reinados e terras, pelo seu gênio guerreiro e corajoso e Obà era sempre desprezada e deixada por último na lista das esposas de Xangô. 

Oxum então, matreira e esperta, falou que seu segredo era em como preparar o amalá de Xangô principal comida do Rei, que lhe servia sempre que deseja-se bons momentos ao lado do patrono da justiça. Obà, como uma menina ingênua, escutou e registrou todos os ingredientes que Oxum falava e que eram de extrema importância para a realização de tal culinária, sendo que por fim Oxum, falou que além de tudo isso, tinha cortado e colocado uma de suas orelhas na mistura do amalá para enfeitiçar Xangô. 

Obà agradeceu a sinceridade de Oxum e saiu para fazer um amalá em louvor ao Rei, enquanto Oxum, ria da ingenuidade de Obà que, sempre atenta a tudo, não percebeu que Oxum mentira, pois ela encontrava-se com suas duas orelhas, e falará isso somente para debochar de Obà. Obà em grande sinal de amor pelo seu Rei, preparou um grande amalá, e por fim cortou uma de suas orelhas colocando na mistura e oferecendo à Xangô como gesto de seu sublime amor. 

Xangô ao receber a comida, percebeu a orelha de Obà na mistura, e bravejou e gritou, e expulsou Obà do reino de Oyó, sem por fim nem explicação considerar. Obà triste e desiludida, fugiu para bem longe e nunca mais voltou aos domínios de Xangô, tendo hoje em dia, como sua arqui-rival em todos os candomblés do Brasil e do mundo, e até hoje quando manifestadas em seus iaôs elas dançam simbolizando uma luta.



Xapanã ou Obaluaiyê 

Obalaluaiyê quer dizer: “rei e dono da terra” sua veste é palha da costa  e esconde o segredo da vida e da morte. Está relacionado a terra quente e seca,como o calor do fogo e do sol – calor que lembra a febre das doenças infecto-contagiosas. Domina completamente as doenças que rege. Ao mesmo tempo em que as causa, tem poder de cura sobre elas.



Lenda:

Nanã era considerada a deusa mais guerreira de Daomé. Um dia, ela foi conquistar o reino de Oxalá e se apaixonou por ele. Ma este não queria se envolver com outra Orixá que não fosse sua amada esposa Yemanjá. Por isso, explicou tudo a Nanã, mas ela não se fez de rogada. Sabendo que Oxalá adorava vinho de palma, embriagou-o.  Ele ficou tão bêbado que se deixou seduzir por Nanã, que acabou ficando grávida. Mas por ter transgredido uma lei da natureza, deu a luz a um menino horrível, não suportando vê-lo, lanço-o no rio. A criatura foi mordida por caranguejos, ficando toda deformada. Por sua terrível aparência passou a viver longe dos outros orixás. 
De tempo em tempo os orixás se reunião para uma festa. Todos dançavam, menos Obaluaiyê, que ficava espreitando da porta, com vergonha de sua feiúra. Ogum percebeu o que acontecia e, com pena, resolveu ajuda-lo, transando uma roupa de mariwo – uma espécie de fibra de palmeira – que lhe cobriu todo o corpo. Com este traje ele voltou a festa e despertou a curiosidade de todos, que queriam saber quem era o Orixá misterioso. Yansã, a mais curiosa de todas, aproximou-se, e neste momento, formou-se um turbilhão e o vento levantou a palha, revelando um rapaz muito bonito. Desde então os dois orixás vivem juntos, e os dois passaram a reinar, sobre os mortos.


Ibêje – Ìbeji

Ibejis são divindades gêmeas infantis, é um Orixá duplo e tem seu próprio culto, obrigações e iniciações dentro do ritual. Divide-se em masculino e feminino, (gêmeos). No oyó cultua-se com erês ligado a qualidade de Xangô e Oxum. Popularmente conhecidos como Xangô e Oxum de Beji.
Os orixás gêmeos protegem os que ao nascer perdem um irmão (gêmeo), ou tiveram problema de parto. Em algumas casas de candomblé e batuque são referidos como erês (crianças) que se manifestam após a chega dos orixás chamados de axé erês ou axêros. Em outros são cultuados como Xangô ou Oxum criança. Porém na verdade são orixás independentes dos erês. 
Por serem gêmeos são ligados a dualidade e de tudo que vai nascer, brotar e criar.

Lenda.

Existiam num reino dois pequenos príncipes gêmeos que traziam sorte a todos. Os problemas mais difíceis eram resolvidos por eles; em troca, pediam doces balas e brinquedo. Esses meninos faziam muitas traquinagens e, um dia, brincando próximos a uma cachoeira, um deles caiu no rio e morreu afogado. Todos do reino ficarão muito tristes pela morte do príncipe. O gêmeo que sobreviveu não tinha mais vontade de comer, e vivia chorando de saudades do seu irmão, pedia sempre a Orumilá que o levasse para perto do irmão. sensibilizado pelo pedido, Orumilá resolveu leva-lo para se encontrar com o irmão no céu, deixando na terra duas imagens de barro. Desde então, todos que precisão de ajuda deixam oferendas aos pés destas imagens para ter seus pedidos atendidos.  


OXUM


Conta-nos uma lenda, que Oxum queria muito aprender os segredos e mistérios da arte da adivinhação, para tanto, foi procurar Elegbará.

Elegbara, muito matreiro, falou à Oxum que lhe ensinaria os segredos da adivinhação, mas para tanto, ficaria Oxum sobre os domínios de Elegbará durante sete anos, passando, lavando e arrumando a casa do mesmo, em troca ele a ensinaria.

E, assim foi feito, durante sete anos Oxum foi aprendendo a are da adivinhação que Elegbará lhe ensinará e conseqüentemente, cumprindo seu acordo de ajudar nos afazeres domésticos na casa de Elegbará. Fim dos sete anos, Oxum e Elegbará, tinham se apegado baste pela convivência em comum, e Oxum resolveu ficar em companhia desse Orixá.

Em um belo dia, Xangô que passava pelas propriedade de Elegbará, avistou aquela linda mulher que penteava seus lindos cabelos a margem de um rio e de pronto agrado, foi declarar sua grande admiração para com Oxum.

Foi-se a tal ponto que Xangô, viu-se completamente apaixonado por aquela linda mulher, e perguntou se não gostaria de morar em sua companhia em seu lindo castelo na cidade de Oyó. Oxum rejeitou o convite, pois lhe fazia muito bem a companhia de Elegbará.
Xangô então irritado e contrariado, seqüestrou Oxum e levou-a em sua companhia, aprisionando-a na masmorra de seu castelo. Elegbará, logo de imediato sentiu a falta de sua companheira e saiu a procurar por toda as regiões, pelos quatro cantos do mundo sua doce mulher de anos de convivência.
Chegando nas terras de Xangô, Elegbará foi surpreendido por um canto triste e melancólico que vinha da direção do palácio do Rei de Oyó, da mais alta torre. Lá estava Oxum, triste e a chorar por sua prisão e permanência na cidade do Rei.

Elegbará, esperto e matreiro, procurou a ajuda de Òrùnmílá, que de pronto agrado lhe cedeu um poção de transformação para Oxum desvencilhar-se dos domínios de Xangô. Elegbará, através da magia pode fazer chagar as mãos de sua companheira a tal porção. Oxum tomou de um só gole a porção mágica e transformou-se em uma linda pomba dourada, que voou e pode então retornar para companhia de Elegbara para sua morada.

OXUM

Nome de um rio na Nigéria, em Ijexá e Ijebú. Segunda mulher de Xangô, Orixá do ouro, riqueza e do amor. A Oxum pertence ao ventre da mulher e ao mesmo tempo controla a fecundidade, por isso as crianças lhe pertencem. Dona dos rios e cachoeiras gosta de usar colar, jóias, tudo relacionado à vaidade, perfumes, etc. 


Iemanjá

Deusa da Nação de Egbé, nação esta Iorubá onde existe o rio Yemoja (Iemanja). No Brasil, rainha das águas e mares. Orixá muitos respeitada e cultuada é tida como mãe de quase todos os Orixás. Por isso a ela também pertence a fecundidade. 

Em todos os lugares, no dia 02 de fevereiro ou no ano novo fazem-se homenagens a grande mãe Iemanjá. É protetora dos pescadores e jangadeiros.

Lenda.

Iemanjá era filha de Olokum, deus (em Benim) ou deusa (em Ifé) do mar. Iemanjá foi casada co Orumilá, deus da adivinhação mais tarde caso com Olofin, rei de Ifê, com quem teve 10 filhos que correspondem a Orixás. 
Iemanjá fogem em direção ao Oeste, pois se cansara de Ifê. Olokum lhe dera uma garrafa com tendo um preparado para usar se precisasse, ela deveria quebrar somente em caso de estremo perigo. 

Iemanjá foi viver no entardecer da terra, o oeste Olofin Odùdua, rei de Ifê, põem todo o seu exercito a procura de sua mulher. Iemanjá cercada resolve quebra a garrafa com forme lhe foi dito. No mesmo instante criou-se um rio levando Iemanjá para Olokum, o oceano, lugar onde vive Olokun.
Por isso Iemanjá é representada na imagem com grandes seios, simbolizando a maternidade e a fecundidade. 

Oxalá

Orixá associado à criação do mundo e da espécie humana. Apresenta-se de duas maneiras: moço – chamado Oxaguiam, e velho – chamado Oxalufam. O símbolo do primeiro é uma idá (espada), o do segundo é uma espécie de cajado em metal, chamado ôpá xôrô. A cor de Oxaguiam é o branco levemente mesclado com azul, do de Oxalufam é somente branco. O dia consagrado para ambos é a sexta-feira. Sua saudação é ÈPA BÀBÁ ! Oxalá é considerado e cultuado como o maior e mais respeitado de todos os Orixás do Panteão Africano. Simboliza a paz é o pai maior nas nossas nações na Religião Africana. É calmo, sereno, pacificador, é o criador, portanto respeitado por todos os Orixás e todas as nações. A Oxalá pertence os olhos que vêem tudo (Oxalá de Orumilaia dono da visão no jogo de búzios). 

LENDA
Olodumaré entregou a Oxalá o saco da criação para que ele criasse o mundo. Porém essa missão não lhe dava o direito de deixar de cumprir algumas obrigações para outros Orixás e Bará, aos quais ele deveria fazer alguns sacrifícios e oferendas. 
Oxalá pôs a caminho apoiado em um grande cajado, o Paxorô. No momento em que deveria ultrapassar a porta do além, encontrou-se com Bará que, descontente porque Oxalá se negara a fazer suas oferendas, resolveu vingar-se provocando em Oxalá uma sede intensa. Oxalá não teve outro recurso senão o de furar a casca de um tronco de um dendezeiro para saciar a sua sede. 
Era o vinho de palma o qual Oxalá bebeu intensamente, ficou bêbado, não sabia onde estava e caiu adormecido. Apareceu então Olófin Odùduà que vendo o grande Orixá adormecido roubou-lhe o saco da criação e em seguida foi a procura de Olodumaré, para mostrar o que teria achado e contar em que estado Oxalá se encontrava.
Olodumaré disse então que “se ele esta neste estado vá você a Odùduà, vá você criar o mundo”. Odùduà foi então em busca da criação e encontrou um universo de água, e aí deixou cair do saco o que estava dentro, era terra. Formou-se então um montinho que ultrapassou a superfície das águas. 
Então ele colocou a galinha cujos pés tinham cinco garras. Ela começou a arranhar e a espalhar a terra sobre a superfície da água, onde ciscava cobria a água, e a terra foi alargando cada vez mais, o que em Ioruba se diz IlE`nfê expressão que deu origem ao nome da cidade Ilê Ifê. 
Odùduà ali se estabeleceu, seguido pelos outros Orixás e tornou-se assim rei da terra.
Quando Oxalá acordou, não encontrou mais o saco da criação. Despeitado, procurou Olodumaré, que por sua vez proibiu, como castigo a Oxalá e toda sua família, de beber vinho de palma e de usar azeite de dendê. Mas como consolo lhe deu a tarefa de modelar no barro o corpo dos seres humanos nos quais ele, Olodumaré insuflaria a vida.  Capacidade 

Um dia Oxalufam, que vivia com seu filho Oxaguiam, velho e curvado por sua idade avançada, resolveu viajar a Oyó em visita a Xangô, seu outro filho. Foi consultar um babalaô para saber acerca da viagem. O adivinho recomendou-lhe não seguir viagem. Ela seria desastrosa e acabaria mal. Mesmo assim, Oxalufam, por teimosia, resolveu não renunciar à sua decisão. O adivinho aconselhou-o então a levar consigo três panos brancos, limo-da-costa e sabão-da-costa, assim como a aceitar e fazer tudo que lhe pedissem no caminho e não reclamar de nada, acontecesse o que acontecesse. Seria uma forma de não perder a vida.
Em sua caminhada, Oxalufam encontrou Bará três vezes. Três vezes Bará solicitou ajuda ao velho rei para carregar seu fardo, que acabava derrubando em cima de Oxalufam. Três vezes Oxalufam ajudou Bará, carregando seus fardos imundos. E por três vezes Bará fez Oxalufam sujar-se de azeite de dendê, de carvão, de caroço de dendê. Três vezes Oxalufam ajudou Bará. Três vezes suportou calado as armadilhas de Bará. Três vezes foi Oxalufam ao rio mais próximo lavar-se e trocar suas vestes. Finalmente chegou a Oyó. Na entrada da cidade viu um cavalo perdido, que ele reconheceu como o cavalo que havia presenteado a Xangô. Tentou amansar o animal para amarrá-lo e devolvê-lo ao filho. Mas neste momento chegaram alguns súditos do rei à procura do animal perdido. Viram Oxalufam com o cavalo e pensaram tratar-se do ladrão do animal. Maltrataram e prenderam Oxalufam. Ele, sempre calado, deixou-se levar prisioneiro. Mas, por estar um inocente no cárcere, em terras do Senhor da Justiça, Oyó viveu por longos sete anos a mais profunda seca. As mulheres tornaram-se estéreis e muitas doenças assolaram o reino. Xangô desesperado, procurou um babalaô que consultou Ifá, descobrindo que um velho sofria injustamente como prisioneiro, pagando por um crime que não cometera. Xangô correu para a prisão. Para seu espanto, o velho prisioneiro era Oxalufam. Xangô ordenou que trouxessem água do rio para lavar o rei. O rei de Oyó mandou seus súditos vestirem-se de branco. E que todos permanecessem em silêncio. Pois era preciso, respeitosamente, pedir perdão a Oxalufam. Xangô vestiu-se também de branco e nas suas costas carregou o velho rei. E o levou para as festas em sua homenagem e todo o povo saudava Oxalá e todo o povo saudava Xangô. Depois Oxalufam voltou para casa e Oxaguiam ofereceu um grande banquete em celebração pelo retorno do pai. Assim, todos os acontecimentos tristes acabaram num piscar de olhos, voltando a normalidade.


UMBANDA DIVINA

Como toda religião, foi previamente estabelecida no plano espiritual para ser implantada no plano material  (Terra entre os homens), unindo de cada uma já existente. Devendo levar aos homens o conhecimento, amor, caridade, e servindo-se de instrumento de coibição restringindo a violência, ampliando desta maneira a fé e proporcionando uma evolução mais rápida no plano da espiritualidade. Tornando o homem à sua origem e religando-o à sua ancestralidade, voltando-o para os altos e para os caminhos divinos através de sua doutrina e dogma religioso.
Etimologicamente podemos afirmar que a Umbanda é uma religião espiritual, brasileira, do século XX, com ritual afro-ameridio e oriental, vindo de diversos paises e constituída de uma escola de evolução espiritual através da encarnação. A Umbanda se divide em sete linhas e sete cores de representação.
Teve sua introdução mais intensa, proporcionando a divulgação necessária, com a manifestação mediúnica de Zélio de Moraes em 14 de novembro de 1908, em São Gonçalo das Neves, próximo a Niterói, Rio de Janeiro. Onde em uma mesa Kardesista foi atendido pelo senhor José de Souza, médium vidente, então presidente da Federação Kardecista de Niterói. Naquele momento manifestou-se em Zélio o caboclo das Sete Encruzilhadas ao qual lhe foi perguntado o que desejava ali e quem era, dando como resposta que era apenas um caboclo brasileiro, e dizendo a seguir:

Se é preciso que eu tenha um nome digam que eu sou o Caboclo das Sete Encruzilhadas, pois não haverá caminho fechado para mim, Deus, em Sua infinita misericórdia estabeleceu na morte o grande nivelador universal. Ricos e pobres, poderosos ou humildes, todos se tornam iguais na morte, mas vocês, preconceituosos, não contentes em estabelecer diferenças entre os vivos, procuram levar estas mesmas diferenças até mesmo além da barreira da morte. Porque não podem nos visitar esses humildes trabalhadores do espaço, se apesar de não haverem sido pessoas importantes, também trazem importantes mensagens do além? Porque o não aos Caboclos e Pretos Velhos, acaso não foram eles também filhos do mesmo Deus?

E a seguir instruiu que tendo em vista determinação do superior plano astral instituiria-se a partir dali e de seu próprio médium uma nova religião e que no dia seguinte gostaria que na casa de Zélio houvesse uma mesa posta e toda e qualquer entidade que quisesse se manifestar independente dos títulos obtidos na Terra, ali poderiam falar, e que, todos seriam ouvidos e eles aprenderiam com  aqueles espíritos que soubessem mais e ensinariam àqueles que soubessem menos e que a nenhum viraram as costas e que a todos aquela casa prestaria o bem e a caridade.
Desta forma muitos médiuns que por receberem manifestações mediúnicas de Caboclos e Pretos Velhos e que acabaram por serem expulsos de muitas casas dirigiram-se naquela da à casa de Zélio.

Foi assim que aquele menino de apenas dezessete anos, sem entender direito o que estava acontecendo, viu-se como líder diante de um grupo de pessoas que passaram a seguir as orientações daquele Mentor. Estava então definitivamente divulgada e instalada a Umbanda no Brasil e no mundo. (Texto extraído do Livro “O Guardião Tranca Rua”).
  

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A CAVALGADA DO MORTO

João Carlos de Moura era um homem de respeito, galdério  estimado de grande valor no tradicionalista da cidade de Sapucaia do Sul e arredores. Trovador de renome e ginete em cima do lombo de um cavalo, gostava de animar uma festa tradicionalista com trovas e poesia, era o primeiro a chegar e o ultimo a sair. Festa sem o João Carlos não era festa e terminava cedo e ainda era motivo de falatório.
Um dia sem mais nem menos João foi chamado pelo Padrão do céu, tombando  morto ao solo. Motivo de grande comoção no meio tradicionalista, alguns até diziam que foi chamado meio as pressa no céu para alegrar grande festa.
 O enterro foi digno de um grande padrão tradicionalista. Na véspera do dia que completaria um ano do falecimento de João Carlos Mouro, bateu a saudade no coração dos amigos, que resolveram fazer uma homenagem a ele, que não gostava de tristeza e tinha como companheira a alegria que contagiava a todos. Combinaram de se encontrar na primeiras horas da manhã na frente do CTG Herança Farroupilha de sua estima. Naquela noite os que não passaram em claro, dormiu muito pouco, mesmo os que foram pra casa. Tinham que escolher a melhor bombacha, passas e dobrar bem  lenço do pescoço, lavar e escovar seu cavalo para que tivesse com o pelo brilhando pra fazer bonito na homenagem.  
Já na frente do CTG improvisaram uma missa crioula coisa bonita de se ver, saído em direção casa da viuva do falecido. Chegando-la prestaram todos homenagem a viuva em forma de trova e poesia, todos com o chapéu na mão, a viúva e os filhos choram de emoção e saudade acompanhados muitos cavaleiros que com os olhos firme lutavam para não deixar uma lágrima ou outra cair. Após saíram novamente em cavalgada em direção ao cemitério da cidade para visitar o túmulo do amigo e prestas as homenagem finais e forma de oração. Terminada esta parte todos seguiam até o local combinado pra continuarem as homenagens ao morto.  Festejaram do jeito que o amigo gostava, muito churrasco, bastante cerveja e muita cantoria, trova e poesia até as 20hs.  João Carlos de Moura alegrava ate velório por que no seu iria ser diferente.
 A cavalgada do morto virou tradição na cidade. A 10 anos todos os anos mais de 100 cavaleiros montam  seus cavalos e se encontram na frente do CTG as 8 horas da manhã imprevisão uma missa , a viuva se veste de preto e de prenda, mesmo já com a vida refeita com outro companheiro. E espera no portão o cortejo de cavaleiros que em forma de cantoria, trova e poesias vai homenagear  o morto. E tudo termina em uma grande festa até as 20hs da noite conforme o morto gostava.

Obs: Este ano cavalgaram junto ao cortejo, filhos e netos do morto.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Entre a Espiritualidade e a Sanidade O MAGO NEGRO


Entre a Espiritualidade e a Sanidade

O MAGO NEGRO


Um jovem está prestes a ser recrutado pelo universo da magia negra. Eles são implacáveis com seus escolhidos levando-os a beira da insanidade, onde muitos não voltam. E neste clima do que é imaginário mesclado com a realidade nua e crua que convivem os Magos Negros. Que um jovem tem como opção sobreviver ou se deixar morrer. Um benéfico que pode não ter.


Moncorvo

06/10/2009




Era fim do verão as primeiras folhas das árvores caiam ao solo anunciando o inverno rigoroso que estava por vir. No estremo sul do país, no chamado pampa gaúcho, o inverno pode ser cruel para quem não é acostumado, com os intempéries do vento chamado carinhosamente de minuano pelos nativos, sopra transpassando a roupa deixando desnudos ao seu ataque. Um adolescente forçado pelo destino esta preste a se tornar homem, enfrentado o seu próprio eu, o demônio que pela infinita misericórdia de Deus, adormece no esquecimento da reencarnação, para que não lembrem das atrocidades cometidas, durante a evolução da alma, nas diversas encarnações deste mundo terreno. Este momento faz jus ao dito popular: “Entre o céu e a terra, a mais coisas que a vão filosofia humana pode explicar”. A natureza esta chamando-o e o compelindo a realidade nua e crua do que se é, e porque venho habitar este mundo, mundano.

Parou diante da entrada da floresta, olhou para o relógio, 0hs e 45min, era horário de verão, faltavam 15 minutos para meio noite, chegaria a tempo ao local do encontro. Não tinha como recuar, pessoas importantes em sua vida, dependiam dele, e só conseguiria ajudá-los após este encontro. Por um momento o medo tomou conta do seu ser, sentiu as pernas tremerem, e fraquejarem diante do desconhecido, tentou sem sucesso se controlar, entrando em pânico, notou que o suor corria-lhe pelo rosto. Sentou-se em um toco de arvore próximo, com receio de desmaiar, colocou a cabeça entre as pernas, procurando limpar os pensamentos, e gradativamente foi reassumindo o controle. Já recomposto do surto, verificou novamente a hora, tinham se passado 10 minutos. Levantou suspirou fundo procurando não pensar, começou a entrar na floresta. A rua de chão batido ao primeiro momento se tornava úmida e escura, sombria, e o medo ameaçou retorna. Mas desta vez foi repelido, não havia tempo e tinha muito em jogo para se dar ao luxo de temer por sua própria vida. Tivera tempo suficiente, e optara por enfrentar o desconhecido, o místico, mesmo que custasse sua vida. Tinha sido advertido que muitos não retornaram, e os que retornaram, perderam a sanidade, e se encontravam trancafiados em hospícios. Condenados a viver em uma realidade desligada do que é terreno. Mas não seria seu caso, estava determinado a não sucumbir, enfrentaria dando o melhor de si, sobreviveria, a existência dos seus, dependia do seu sucesso. Conforme se embrenha na floresta e os olhos acostumavam com a escuridão, a floresta se mostrava amiga e acolhedora. Não a penetrará nem 20 metros, mas parecia ter caminhado uma eternidade. Escutou um voz, vinda por detrás vinda da entrada da floresta, o coração disparou, tão qual um alarme, um frio percorreu todo seu corpo, volto-se para identificar quem o chamava. Um homem esta na parte iluminada da entrada da floresta, lhe fazendo sinal com as mão para que retornasse, olhou novamente para o relógio, o tempo esta se escoltando, caso não se apressasse não chegaria a tempo. Voltou rapidamente, se mostrando irritado. O que em nome de Deus, este homem queria com ele, a esta hora da noite, deveria ser importante, pois ao primeiro momento não o reconhecera. Ele estava vestindo terno branco, com certeza era um crente, só poderia ser, a esta hora da noite de uma segunda feira, de terno e grava na entrada de uma floresta. Será que ele não sabia que o local era perigoso. Me aproximei o suficiente pra falarmos:

- sim.

- O Sr. Estava atravessando a floresta. Eu também tenho que atravessá-la podemos fazer companhia um pro outro. Fiquei com medo de lhe assustar caso lhe alcança-se lá dentro.

Era o que me faltava, um intruso, agora o tempo estava correndo contra, aceitei a proposta, teria que deixar ele passar por mim quando chegasse no local combinado, mesmo caso recusasse a companhia, indo juntos poderia determinar a velocidade da caminhada. Quanto entravamos na floresta, homem se mostrava cordial, tentando puxar assunto falando do tempo, de experiências que tivera dentro da floresta. Em outra circunstância, teria prestado atenção no que me fala, e deveria, mas estava obstinado a me encontrar, com algo que determinaria o rumo de minha existência terrena, e salvaria os que amava, com algo que ainda não compreendia. Quem diz que temos que compreender tudo que se encontra na terra. Temos só que aceitar e pronto. Alguns minutos de caminhada forçada já estávamos no local determinado, uma encruzilhada bem no meio da floresta. Não, eu mesmo não acreditava no que estava acontecendo, minha formação era católica, estudara em uma escola de padres, e tivera uma passagem pelo espiritismo estudando a doutrina Kardec. Comparado com o que estava por vir, o demônio, anjo, magia, o mau, quem quer que fosse, tinha marcado um encontro na encruzilhada daquela mata. E a hora tinha chegado, e teria que me livrar rapidamente de minha companhia, que se tornara no momento o único elo racional que me restava. Estava sem tempo para rodeios, e demoradas explicações o porque teria que ficar naquele cruzeiro, ele prosseguir o restante da travessia sozinho.

obrigado pela boa companhia, mas preciso que faça algo por mim, vou ter que permanecer aqui por alguns minutos, e gostaria que o amigo não fizesse perguntas, e continuasse o seu caminho sem questionar. É muito importante pra mim que eu fique só.

Não tivera tempo de perguntar seu nome, caso tenha falado nem dei por conta, fiquei envergonhado por não saber seu nome. Ele me fitou por um momento procurando em chegar meus olhos na escuridão.

você deve estar desesperado mesmo, pra ficar aqui neste cruzeiro só, dizem que este lugar é a maldiçoado, tem quem perdeu a sanidade, se enforcou ou simplesmente desapareceu sem explicação.

Fiquei absorvido per aquele relado e sem perceber que meu tempo tinha se esgotado. Haviam sido categórico comigo, um minuto antes não adiantaria ele não viria, e um minuto após também não. Caso acontecesse algo retornasse para espera uma nova oportunidade, caso ele achassem interessante. Quando olhei para o relógio 1hs 05min, tinha perdido minha oportunidade, meu rosto se compeliu em cólera, tinha pedido a ele, para seguir seu caminho, e não perguntasse, mas o desgraçado do ser humano por si, só e curioso, e determinado a não cuidar da própria vida, e sim a de outros. Por isso se matasse o infeliz ali, culpariam o sobre natural, e não a incapacidade dele de seguir seu caminho sem atrapalhar o dos outros. Fiquei desorientado por alguns segundo, teria que retornar pelo caminho que entrará, tudo estava perdido, mas sairia da floresta primeiro para de pois raciocinar. Ele notou que algo estava errado, mas preferiu permanecer em silencio, até que meu semblante retornasse ao normal e dissipa-se a expressão de ódio.

- algo aconteceu errado?

- passou a hora, tinha que estar só na hora marcada. Mas não foi culpa sua e sim minha, deveria ter agradecido o oferta da companhia e ter entrado sozinho, conforme tinha planejado. Mesmo assim valeu a companhia, tenho que retornar daqui. Boa sorte!

Ele novamente me fitou, como a tentar ler algo em meus olhos:

- to me sentido culpado por ter estragado algo, que você julgava importante pra sua vida. Mas já que não posso remediar pelo que estou vendo. Tenho algo que pode amenizar deixando-o mais tranqüilo.

Meteu a mão em uma sacola que carregava no ombro e retirou uma garrafa de vinho branco, se propondo a retornar comigo até a entrada da floresta, já que morava ali por perto e nada de mau lhe aconteceria, falando em tom de zombaria, o diabo aqui só tem um, Eu, sorrindo. Partimos em direção a saída da floresta, ele tratou de abrir a garrafa de vinho em quanto caminhávamos, fiquei intrigado quando ele retirou de dentro da bolsa duas taças de vinho. Serviu me entregando uma das taças cheia, a conversa se desenrolou em torno da floresta, seus mitos, havia muitas historias e crendice contada pelos habitantes que moravam ao redor. O assunto fluía, também que me convidou pra sentar em uma sanga que tinha no caminho para terminarmos de tomar o vinho. No momento não me pareceu nada de mais, e concordei, ele subiu uma pequena trilha ao lado da pequena rua que cruzava a floresta e logo surgiu a sanga e no lado uma arvore caída. Não fez cerimônia e nem olhou para trás, para se certificar que estava lhe seguindo, sentou colocou novamente a mão na bolsa e retirou um punhado de uvas e maça, que depositou em cima de um pequeno guardanapo que estendeu no chão. Tive um inicio de acesso de riso, perguntando o que mais ele carregava na bolsa, me respondeu categoricamente, fazendo gracejo da situação:

- um pouco de tudo, magia, superstição, incredulidade, companheirismo, algo pra matar a fome e a cede, e alguns milagres, mas só para quem acredita e merece. Mas já que contei o que tem na bolsa, me responde. O que um moço inteligente, quer por estas bandas? Procurando algo, que no mínimo só ouviu este povo falar, e nem sabe o que é, e se realmente existe.

Sentado naquele cepo, tomando vinho em taça e saboreando uvas brancas e maçãs, contei como tinha entrado naquela fria:

- eu um destes engodos que a vida prega na gente, conheci a mãe de meus filhos. Menina recatada praticava o escotismo, e bem respeitosa, nora ideal pra qualquer mãe, como se houvesse a nora ideal, para as mães. Como tudo no inicio é muito bom, mas tive um inicio meio conturbado, ela engravidará e eu vi meus planos, de não ser mais um neste mundo indo por água a baixo. Relutei muito quanto a isso, no princípio pensei até em me sumir, morar em outro lugar, retornar em alguns anos. Mas sempre tive um alto censo de responsabilidade, com quem de alguma forma dependem de mim. E essa é uma fraqueza que um dia terei que superar. Bem ela e a mãe, minha sogra então, freqüentavam um templo espiritual de um tal de Joãozinho que mais tarde venho a ser conhecido por outro nome, ganhando fama e respeito fazendo um rastro de destruição com quem ousava cruzar seu caminho. Logo fui apresentado ao religioso iniciava-se sua saga na magia. Logo nos tornamos bons amigos, sentia que ele tinha percebido algo diferenciado em mim espiritualmente, eu pouco compreendia, mas algo intuitivo fazia com que não me envolve-se religiosamente com ele. Aos poucos fui me envolvendo no cotidiano do templo, já que a futura mãe dos meus filhos, era praticante da religião africana. A primeira vez que tive contato com entidade ocupada o corpo de um médio, foi tudo natural, sem nenhum tipo de meio ou receio. Parecia que sempre tivera convivido com aquele tipo de manifestação espiritual. Os filhos vieram gêmeos, e com eles a responsabilidade de sustentá-lo. Minha mulher, que agia como inimiga, em seguida tratou de providenciar uma menina, nascendo minha primeira filha, nasceu com um pequeno sopro no coração. Na mesma época os gêmeos tiveram no hospital com pneumonia. O médico me chamou e comunicou que me preparasse para perder um dos gêmeos naquela noite. Fiquei transtornado, sai em direção ao Joãozinho, mesmo não acreditando que ele ou algo, pudesse intervir. Mas tinha que tentar algo, não podia ficar de braços cruzados esperando o desfecho do destino, me rebelaria e lutaria contra ele. Ele não me venceria sem lutar, somente quando se esgotasse todas as alternativas, todas as rezas do mundo. Mas a magia que fluía através do pai de santo, com o nome de Oxum me acolheu com os braços de uma mãe amorosa, esbofeteando minha pobre alma desprovida de fé, salvado meus filhos. As crianças antes desenganadas pelo médico tiveram súbitas melhoras, tanto que o medico não acreditara no que estava acontecendo, estavam curados da noite pro dia, sem nenhum resquício do foco de pneumonia. Teria que cumprir a minha parte de retirar as crianças do hospital, mesmo contra vontade do medico e levá-los para os braços do Orixá Oxum. Chegando com as crianças nos braços, as coloquei ao pé do altar. Em instantes a Oxum ocupava o corpo de seu médium acolhendo afetuosamente meus filhos em seus braços. Deste dia em diante, nunca mais adoeceram, crescendo saudáveis e vigorosos. Foi na mesma época que Joãozinho, estava para selar seu destino, escolhendo o caminho mais curto, o caminho das trevas, se entregando totalmente, deixando corromper-se pelas facilidades e luxurias, que seu novo amigo espiritual lhe seduzia. Ele se denominava Belzebu o maligno. Ele exigia todo ano o sacrifício de um filho da casa para aplacar sua cede de sangue, sua sede de beber vida humana. No inicio foi criada uma seita secreta, mas não demorou muito todo templo estava envolvido em realizar os desejos da besta. Rebelei-me, contra aquilo tudo, no templo que antes reinará a luz, só se encontrava escuridão e medo, sabia que sedo ou mais tarde, ele exigiria o sacrifício da mãe de meus filhos. Então iríamos partir enquanto podíamos. A Oxum chegou no reino pela ultima vez, e se despediu pedindo que fossemos e não olhássemos pra trás, naquele local, não mais reinava o bem e nem o amor dos orixás aos filhos.

- o tal do Belzebu junto com mais alguns comparsas, anda a me perseguir. Procurei ajuda em todos os lugares possíveis, sem sucesso, até que um bruxo amigo me deu a dica. Que para deter um demônio, só com outro demônio mais forte do que ele. E tinha escutado rumores que um destes elementares aparecia na mata de vez em quando. Mas com um porem, todos que ousaram procurá-lo, e o encontraram, não mais retornaram. Mas se tenho que morrer o farei tentando sobreviver.

Tinha perdido a noção dás horas, o céu já estava clareando, ficara muito tempo absorvido em lembrar o passado. Levantei do tronco que estava sentado. Novamente fiquei com vergonha de não saber o nome daquele que se tornara amigo, em uma noite que deveria ser de trevas.

- Bem espero que tenha gostado da historia, em casa todos deveriam estar preocupado com sua demora. De certo já estavam achando que o demônio já teria me comido por inteiro.

Ele sorria, enquanto levantava, parecia pensativo, nos dirigimos para saída da mata, sem pronunciar uma palavra. No mínimo teria ficado assustado com o relato, mas ele que indagará. Mas tudo bem, já havia muita preocupação sobre meus ombros, para acarretar mais uma, e nem sabia com administrar esta. Chegando à saída da mata, apertei forte mente sua mão, agradecendo o tempo que ficará comigo, e que apesar de as coisas não saírem como planejará, à conversar com ele ajudara muito, tinha tirado um grande peso desabafando com alguém. Agora era correr atrás do prejuízo como sempre. Se tenho que morre, vou morrer tentando sobreviver. Na saída ele me advertiu:

- vá em paz e não olhe pra trás, pois não estas envolto de trevas e sim de escuridão. “Pois a escuridão não é as trevas, é a escuridão é penas a ausência momentânea da luz”.

Virei as costa e sair tentando analisar a tolice, que aquele homem quem sabia o nome falará, ao se despedir. Sem que eu pudesse ter reação fui tomado de um profundo horror, me virando raptamente para visualizá-lo, novamente. Mas nada não estava mais lá, onde teria se enfiado, não tinha tido tempo para ir algum lugar, foram poucos minutos de raciocínio. Já estava claro resolvi voltar pra casa.





Os dias que se seguiram foram os dos mais prospero minha pequena empreiteira começou a ter bons resultados do mercado de serviço e finalmente comecei a ter lucro. Minha estada na mata pareceu não existir. Não porque procurava não pensar no fato escondendo de todos e de mim mesmo, mas para mim não parecia ter sido uma aventura traumatizante, e sim algo que passei. Tinha ciência de ter sido algo importante que poderia trazer problemas no futuro, ma no momento por mais que tentasse raciocinar sobre o assunto, não me trazia pesar. Nem relacionei o fato de meu recente sucesso financeiro a minha ida a mata e nem que a doença partira de meu lar.


2 parte


Conheci Dna. Eva num domingo, não sei por La pelas tantas de minha juventude decidi que iria namora em casa um menina, que fosse pacata. Para poder continuar fazendo minhas festas na noite. Na época eu era DJ/MC de baile fank e surgiam os primeiros passos do Rip Rop, havia os MC e os Dançarinos que agitavam as grandes festas funkeira. Nunca tive problema de não ter uma mulher para namorar, bem pelo contrario estava sempre metido em confusão por ter mais namorada que deveria a mesmo tempo. Mas as coisas são assim quando se e jovem queremos ter maturidade, quando somos maduros queremos ter a irreverência da juventude e quando velhos queremos continuar maduros. Dona Eva era uma mulher negra que não aparentava a idade na época deveria ter seus trinta e poucos anos, mulher de muitos atributos e exuberância da mulher brasileira, daquelas negras bonitas e com uma força de vida que dava para ver no olhar. Mas com o passar do tempo tive o privilégio de ha conhecer melhor, e fazer parte de sua saga aqui na terra. Cedo ganhara o mundo, pra mim sua historia começou em Santana do Livramento divisa do Brasil com Uruguai, oriunda de família pobre desde cedo como todo o patrícios da época tivera que ganhar a vida trabalhando nas casas de família de classe alta da região como domestica. Gostava de contar que vira junto com seu irmão um lobisomem atravessando os trilhos do trem aparecendo o bundão pelado. Minha imaginação sempre foi muito fértil e comecei a imaginar um homem metade cachorro e metade gente andando com a bunda da amostra, dei muitas risadas desta historia, coisa seria ela dizia. Sedo ela da adolescência chamara a atenção de um castelhano chamado Pablo que caiu de amores por ela, lhe arrebatando e levando-a a morar na cidade de Montevidéu capital do Uruguai. La por algum tempo foi feliz vivendo sua paixão, deste relacionamento venho como fruto sua duas filhas a mais velha Maria e a outra Mariana. Mas com o passar do tempo e os rubores da juventude o relacionamento foi se desgastando chegando ao ponto de Eva e Pablo sentar para conversar e chegarem a o consenso que deveriam prosseguir suas vidas separados um do outro. Seria melhor esta separação amigável por causa das filhas, Pablo queria continuar acompanhando o crescimento das filhas, mesmo a distancia. Eva custou pra tomar novamente rédeas de sua vida, voltou a trabalhar como domestica se focando em melhorar a qualidade de vida de suas filhas, ia de casa pro trabalho e do trabalho para casa. Por um longos três anos foi assim até que apareceu Pedro em sua vida. Pedro era um rapagão que morava nas proximidade de sua residência, dando a idade fez amizade rápido com suas filhas. Pedro deveria ter seus 17 anos ou até menos, trabalhava em um boliche que vendia produtos secos e molhados, peculiar aquela época. Toda vez que Eva ia fazer alguma compra, para o café, almoço ou jantar, La vinha Pedro perguntando pelas meninas ou se estavam junto dava um jeito de colocar uma balinha ou um pirulito na mão das meninas, quando ia pagar ele dizia que era por conta dele, que duas meninas bonitas como elas mereciam o mimo. Uma tarde Eva esta descendo a rua toda atrapalhada com uma sacola de mantimento enfiada em um braço e abraçada em outra a caminho de casa. Ouviu a voz forte de Pedro: - Quer ajuda? Sem que tivesse tempo de responder, foi logo agarrando e tirando um dos pacotes de seus braços. Eva não sabia o que falar, não queria dar intimidade aquele rapaz, alem do mais era um menino nem tinha barba na cara ainda, o que os vizinhos iriam pensar, ela uma mulher separada criando duas meninas ainda pequenas, deixando um homem lhe levar ao portão de sua casa, iria ficar falada na rua. Mas dessa vez não tinha jeito, teria que aceitar ajuda, sendo que precisava de ajuda mesmo, estava por deixar todas as compras rolar pelo chão devido ao peso, agora tinha aquele rapaz forte a lhe ajudar. Começou sou a observá-lo, era varão e Pedro se vestia com uma camiseta curta colada a seu corpo, que lhe acentuavam o físico, calça de brim colada no corpo deixando sua masculinidade evidente. De repente percebeu que a muito tempo não ficara tão próximo a um homem e seu rosto começou a pegar fogo, estremeceu de nojo e raiva, teve vontade de tirar as compras da mão do rapaz e jogá-las ao meio da rua, deu graças a Deus quando chegou a frente de seu portão e pode dizer-lhe obrigado é aqui. Ele virou sorrindo, e seu sorriso pareceu ainda mais sedutor do que de costume, sentiu um calor a subir-lhe pelas pernas até seu rosto ficar em chamas. O rapaz não se deu por convencido lhe disse que iria levar a compra até dentro da casa. Tentei argumentar dizendo que não ficaria bem uma mulher sozinha receber um homem na sua casa, mesmo que fosse por alguns momentos. Foi logo argumentando e abrindo o portão da frente da casa que fica sem tranca lhe dizendo novamente; A senhora vai me desculpar, mas não vão falar nada, levo todos os dias as compras de todas as senhoras no interior de cada casa daqui, e na sua não seria diferente, por que então iriam falar. Resignei-me, não tinha mais argumento para deter-lo, ainda mais que já estava no meio do pátio entre o portão da rua e a porta da casa. As meninas ao ouvirem o ranger do portão saltaram para fora pra me ajudar como era de costume e se deparam com Pedro todo sorriso com as compras na mão. Foi a primeira vez que Pedro entra em sua casa pra entrar em sua vida e juntos terem uma filha. Mas o relacionamento não foi duradouro, e a separação foi traumática e Eva teve que fugir para o Brasil para ficar com as filhas. Chegando no Brasil, tudo havia mudado a realidade de sua família era outra, e teve que dormi no chão com as filhas até conseguir emprego, trabalha de dia e estudava de noite, tirou um curso de enfermagem e adquiriu seu apartamento próprio. Mas que Dona Eva não sabia que seu destino estava entrelaçado ao meu, e o destino macabramente lhe conduzira a relho até nosso encontro, não se importando com seu sentimento e nem com sua vida. Agora lhe olhando deitada sem vida no caixão não a reconhecia, aquela não era a mulher destemida que conhecera no passado, a mulher que mesmo sabendo que poderia esta enfrentando o próprio Lúcifer naquela mata, não fraquejou por um segundo se quer. Nada iria me roubar a lembrança da mulher que era, e foi. Dizem que somos apenas lembrança na nossa passagem nesta vida terrena, passamos pela vida de todos que se interligam a nos por um motivo ou outro. Nossa personalidade fica gravada em sua memória, para alguns são lembranças importante de nosso convívio, para outras não fomos relevantes, somente fomos coadjuvante de alguma parte de sua vida. O certo que quando partimos deste mundo terreno, restaram somente nossas lembranças e quando o ultimo dos nossos amigos ou inimigo parti deste mundo terreno, não existiremos mais, não restará vestígio de nossa passagem nesta existência. Agora uma das mais importantes guerreiras jazia deitado preste a ser sepultada em seu tumulo. O Padre começara o ritual de reza do sepultamento. Enquanto que me entregava a lembranças do passado, quando conheci Dona Eva ela já havia sofrido o primeiro derrame cerebral (isquemia ou VS cerebral), de uma seria de 7, uma conta cabalística e mágica. Pelos outros 6 ajudei derrames ajudei a passar, não podia deixar-la morrer, numa destas isquemia foi a conselho pelo medico a fazer um cateterismo, procedimento medico que levou muitos ao óbito. Naquela noite ela sonhou com seu anjo da guarda guerreiro a falar de um cavalo branco, ele a advertiu dos riscos e no final apontou para um homem ao longe vestindo de manto com capuz na cabeça, de onde estava não conseguia ver quem era pois estava envolvido em completa escuridão, mas no seu intimo tinha a certeza que o homem não queria seu mau. O Guerreiro apontou sua lança na direção do homem e ele desapareceu para dar lugar a dois homens conversando e volta da fogueira, um deles esta bem vestido, utilizando terno branco bem alinhado e cabelos loiros, o guerreiro foi se aproximando dos homens fazendo um gesto para que lhe acompanha-se, ao se aproximar notou que o homem de branco tinha uma boa aparência e seus olhos eram azuis, mas não conseguia ver o rosto do que estava de capuz que permanecia de costa e de cabeça baixa. Sentiu uma vontade imensa de saber que estava de baixo daquele manto, foi se aproximando e circulando a fogueira quando esta preste a ver o rosto do homem olho instintivamente para o guerreiro para buscar sua proteção, ele já havia partido ou olhou para o homem encapuzado que agora se encontrava de pé a sua frente sentiu um medo aterrador como já mais sentira, não mais queria ver o rosto do homem, esta só se sentido abandonado, sua curiosidade levara a não perceber a partida do guerreiro. Fechou os olhos para não ver, clamou pelo guerreiro em seus pensamentos até deslumbrar minha face por de baixo do capuz antes de acorda.




2 parte


Conheci Dna. Eva num domingo, não sei por La pelas tantas de minha juventude decidi que iria namora em casa um menina, que fosse pacata. Para poder continuar fazendo minhas festas na noite. Na época eu era DJ/MC de baile fank e surgiam os primeiros passos do Rip Rop, havia os MC e os Dançarinos que agitavam as grandes festas funkeira. Nunca tive problema de não ter uma mulher para namorar, bem pelo contrario estava sempre metido em confusão por ter mais namorada que deveria a mesmo tempo. Mas as coisas são assim quando se e jovem queremos ter maturidade, quando somos maduros queremos ter a irreverência da juventude e quando velhos queremos continuar maduros. Dona Eva era uma mulher negra que não aparentava a idade na época deveria ter seus trinta e poucos anos, mulher de muitos atributos e exuberância da mulher brasileira, daquelas negras bonitas e com uma força de vida que dava para ver no olhar. Mas com o passar do tempo tive o privilégio de ha conhecer melhor, e fazer parte de sua saga aqui na terra. Cedo ganhara o mundo, pra mim sua historia começou em Santana do Livramento divisa do Brasil com Uruguai, oriunda de família pobre desde cedo como todo o patrícios da época tivera que ganhar a vida trabalhando nas casas de família de classe alta da região como domestica. Gostava de contar que vira junto com seu irmão um lobisomem atravessando os trilhos do trem aparecendo o bundão pelado. Minha imaginação sempre foi muito fértil e comecei a imaginar um homem metade cachorro e metade gente andando com a bunda da amostra, dei muitas risadas desta historia, coisa seria ela dizia. Sedo ela da adolescência chamara a atenção de um castelhano chamado Pablo que caiu de amores por ela, lhe arrebatando e levando-a a morar na cidade de Montevidéu capital do Uruguai. La por algum tempo foi feliz vivendo sua paixão, deste relacionamento venho como fruto sua duas filhas a mais velha Maria e a outra Mariana. Mas com o passar do tempo e os rubores da juventude o relacionamento foi se desgastando chegando ao ponto de Eva e Pablo sentar para conversar e chegarem a o consenso que deveriam prosseguir suas vidas separados um do outro. Seria melhor esta separação amigável por causa das filhas, Pablo queria continuar acompanhando o crescimento das filhas, mesmo a distancia. Eva custou pra tomar novamente rédeas de sua vida, voltou a trabalhar como domestica se focando em melhorar a qualidade de vida de suas filhas, ia de casa pro trabalho e do trabalho para casa. Por um longos três anos foi assim até que apareceu Pedro em sua vida. Pedro era um rapagão que morava nas proximidade de sua residência, dando a idade fez amizade rápido com suas filhas. Pedro deveria ter seus 17 anos ou até menos, trabalhava em um boliche que vendia produtos secos e molhados, peculiar aquela época. Toda vez que Eva ia fazer alguma compra, para o café, almoço ou jantar, La vinha Pedro perguntando pelas meninas ou se estavam junto dava um jeito de colocar uma balinha ou um pirulito na mão das meninas, quando ia pagar ele dizia que era por conta dele, que duas meninas bonitas como elas mereciam o mimo. Uma tarde Eva esta descendo a rua toda atrapalhada com uma sacola de mantimento enfiada em um braço e abraçada em outra a caminho de casa. Ouviu a voz forte de Pedro: - Quer ajuda? Sem que tivesse tempo de responder, foi logo agarrando e tirando um dos pacotes de seus braços. Eva não sabia o que falar, não queria dar intimidade aquele rapaz, alem do mais era um menino nem tinha barba na cara ainda, o que os vizinhos iriam pensar, ela uma mulher separada criando duas meninas ainda pequenas, deixando um homem lhe levar ao portão de sua casa, iria ficar falada na rua. Mas dessa vez não tinha jeito, teria que aceitar ajuda, sendo que precisava de ajuda mesmo, estava por deixar todas as compras rolar pelo chão devido ao peso, agora tinha aquele rapaz forte a lhe ajudar. Começou sou a observá-lo, era varão e Pedro se vestia com uma camiseta curta colada a seu corpo, que lhe acentuavam o físico, calça de brim colada no corpo deixando sua masculinidade evidente. De repente percebeu que a muito tempo não ficara tão próximo a um homem e seu rosto começou a pegar fogo, estremeceu de nojo e raiva, teve vontade de tirar as compras da mão do rapaz e jogá-las ao meio da rua, deu graças a Deus quando chegou a frente de seu portão e pode dizer-lhe obrigado é aqui. Ele virou sorrindo, e seu sorriso pareceu ainda mais sedutor do que de costume, sentiu um calor a subir-lhe pelas pernas até seu rosto ficar em chamas. O rapaz não se deu por convencido lhe disse que iria levar a compra até dentro da casa. Tentei argumentar dizendo que não ficaria bem uma mulher sozinha receber um homem na sua casa, mesmo que fosse por alguns momentos. Foi logo argumentando e abrindo o portão da frente da casa que fica sem tranca lhe dizendo novamente; A senhora vai me desculpar, mas não vão falar nada, levo todos os dias as compras de todas as senhoras no interior de cada casa daqui, e na sua não seria diferente, por que então iriam falar. Resignei-me, não tinha mais argumento para deter-lo, ainda mais que já estava no meio do pátio entre o portão da rua e a porta da casa. As meninas ao ouvirem o ranger do portão saltaram para fora pra me ajudar como era de costume e se deparam com Pedro todo sorriso com as compras na mão. Foi a primeira vez que Pedro entra em sua casa pra entrar em sua vida e juntos terem uma filha. Mas o relacionamento não foi duradouro, e a separação foi traumática e Eva teve que fugir para o Brasil para ficar com as filhas. Chegando no Brasil, tudo havia mudado a realidade de sua família era outra, e teve que dormi no chão com as filhas até conseguir emprego, trabalha de dia e estudava de noite, tirou um curso de enfermagem e adquiriu seu apartamento próprio. Mas que Dona Eva não sabia que seu destino estava entrelaçado ao meu, e o destino macabramente lhe conduzira a relho até nosso encontro, não se importando com seu sentimento e nem com sua vida. Agora lhe olhando deitada sem vida no caixão não a reconhecia, aquela não era a mulher destemida que conhecera no passado, a mulher que mesmo sabendo que poderia esta enfrentando o próprio Lúcifer naquela mata, não fraquejou por um segundo se quer. Nada iria me roubar a lembrança da mulher que era, e foi. Dizem que somos apenas lembrança na nossa passagem nesta vida terrena, passamos pela vida de todos que se interligam a nos por um motivo ou outro. Nossa personalidade fica gravada em sua memória, para alguns são lembranças importante de nosso convívio, para outras não fomos relevantes, somente fomos coadjuvante de alguma parte de sua vida. O certo que quando partimos deste mundo terreno, restaram somente nossas lembranças e quando o ultimo dos nossos amigos ou inimigo parti deste mundo terreno, não existiremos mais, não restará vestígio de nossa passagem nesta existência. Agora uma das mais importantes guerreiras jazia deitado preste a ser sepultada em seu tumulo. O Padre começara o ritual de reza do sepultamento. Enquanto que me entregava a lembranças do passado, quando conheci Dona Eva ela já havia sofrido o primeiro derrame cerebral (isquemia ou VS cerebral), de uma seria de 7, uma conta cabalística e mágica. Pelos outros 6 ajudei derrames ajudei a passar, não podia deixar-la morrer, numa destas isquemia foi a conselho pelo medico a fazer um cateterismo, procedimento medico que levou muitos ao óbito. Naquela noite ela sonhou com seu anjo da guarda guerreiro a falar de um cavalo branco, ele a advertiu dos riscos e no final apontou para um homem ao longe vestindo de manto com capuz na cabeça, de onde estava não conseguia ver quem era pois estava envolvido em completa escuridão, mas no seu intimo tinha a certeza que o homem não queria seu mau. O Guerreiro apontou sua lança na direção do homem e ele desapareceu para dar lugar a dois homens conversando e volta da fogueira, um deles esta bem vestido, utilizando terno branco bem alinhado e cabelos loiros, o guerreiro foi se aproximando dos homens fazendo um gesto para que lhe acompanha-se, ao se aproximar notou que o homem de branco tinha uma boa aparência e seus olhos eram azuis, mas não conseguia ver o rosto do que estava de capuz que permanecia de costa e de cabeça baixa. Sentiu uma vontade imensa de saber que estava de baixo daquele manto, foi se aproximando e circulando a fogueira quando esta preste a ver o rosto do homem olho instintivamente para o guerreiro para buscar sua proteção, ele já havia partido ou olhou para o homem encapuzado que agora se encontrava de pé a sua frente sentiu um medo aterrador como já mais sentira, não mais queria ver o rosto do homem, esta só se sentido abandonado, sua curiosidade levara a não perceber a partida do guerreiro. Fechou os olhos para não ver, clamou pelo guerreiro em seus pensamentos até deslumbrar minha face por de baixo do capuz antes de acorda. Estremeci no final do relato o outro homem que vira deveria ser o mesmo que conhecera na mata, deveria ser mera coincidência ou um sinal dele, fazia mais de três anos do ocorrido na mata, nunca mais falara ou tocar no assunto, fiquei pensativo por alguns instante a sala que nos encontrávamos ficou coberta por um silencio profundo dando para escutar a batida retumbante de nossos corações descompassado dado a circunstância do momento. Ela não sabia de nada do o corrido naquela flores, somente sabia que eu tinha indo procurar algo sobrenatural para me ajudar, sempre respeitara meu silencio, não me sentia nervoso e sim o ar fresco e úmido da flores em meu rosto como se tivesse sido dragado pela mata. Dona Eva levantou do sofá que estava sentada e se foi caminhando em direção a cozinha ter com a filha, me deixando a digeri a historia. Fiquei tentado meditar sobre o assunto sobre mim mesmo, não entendia o que esta acontecendo comigo, esta em meio a céu, deuses demônios e anjos, e em nada disso acreditara outro. Na semana que se seguiu fiquei sabendo que Dna Eva marcara o dia pra realização do tal cateterismo após consultar uma vidente famosa da região que lhe garantiu que tudo correria bem, e que no momento certo o cosmo espiritual iria conspirar a favor de sua melhora. Por mais que tivesse envolvido religiosamente com o mundo espiritual mágica, por mais que já tivesse tido provas incontestável da existência divina, ainda dentro de mim persistia a duvida de não pertencer aquele mundo de não aceitar em mim. Ela me ligara 02 dias antes de abaixar o hospital para pedir que eu acompanhasse ela e permanecesse até o termino da cirurgia. Aquela mulher me recebera no ceio de sua família como um filho, muitas vezes me tratara melhor que as próprias filhas, não havia reservas de segredos comigo, me contara seus anseios mais íntimos e pecaminosos, intimidades do passado, coisas que tinha escondido de si mesma e que se envergava por elas, agora no momento que mais precisava de minha ajuda encontrava-me ali inerte as acontecimento, como que não soubesse para onde correr, o que tinha que fazer, somente respirando e deixando a vida passar, como se isso fosse possível. Agora teria que encontrar forças para entrar naquela mata novamente e encontrar ele de novo, mas quem iria garantir que estaria lá, fala comigo mesmo em voz alta, tentando me convencer ao contrario. Mas aquém eu esta iludindo, desejava a muito tempo entrar na mata novamente encontrá-lo tinha mil pergunta, duvidas palavras que não foram ditas e que não foram respondidas. Não mais sabia o que raciocinar toda minha formação religiosa, todo o meu saber sobre o universo religioso tudo esta em xeque. Seria um louco se entrasse novamente naquela mata, certamente já teria muito que explicar nos portões do céu, caso conseguisse chegar até lá, meus instintos me diziam que de tudo deveria guardar segredo para não colocar a existência de outro em risco, já basta um estar entre a cruz e a espada lutando por sua própria sanidade.

Estava frente a frente com a mata após três anos, por mais que o calor sufocante do verão torna-se a noite abafada. O ar úmido da floresta continuava denso como da primeira vez que entrara, desta vez não existia medo demasiado em meu ser, somente sentia um leve temor apreensivo pelo decorrer do momento nada que não pudesse controlar. Fiquei encostado numa das primeira arvores da floresta a contemplá-la tinha um certo tempo confortável até a hora derradeira, tinha chegado cedo já com este intuito, nunca se sabe quando ira haver imprevisto nestas ocasião, meus olhos foram se acostumando com a escuridão do floresta e visualizando cada vez mais seu interior. Por mais que não sentisse nenhum vestígio de pânico no meu interior ainda dava para ouvir meu coração a bater descompassado a retumbar , novamente estava-la repetia muitas vezes para mim, as vezes em voz alta e clara, outras vezes só retumbava em meus pensamento. Como se tivesse a intenção de matar tempo comecei a contestar minha presença ali: será que não existia um esporte radical que proporcionasse toda esta adrenalina, sou como aqueles caras dos filmes de aventura que entram em tumbas dos Faraó atrás de relíquias a terminam sempre lutando contra uma maldição, tudo isso por pura diversão. Ali era vida real, o aventureiro não teria outra oportunidade de gravar outra cena por mais que tivesse vivenciando um filme, mas o filme da vida real, sem retorno, talvez uma pagina ou uma nota no jornal, encontrado homem morto em circunstância misteriosa em mata ou procura homem desaparecido. Falando em voz alta disse: - Ta na hora não vou deixar o homem esperando no interior da mata, não seria conveniente para minha saúde e nada que pudesse pensar iria fazer arredar pé de entrar naquela mata. Havia algo na mata que fazia parte de mim e esta noite iria resolver de uma vez por todas, mesmo que custasse minha vida. Por muito tempo passara noites e noites em claro por ter a e em preção de ter alguém na noite a me esperar a chamar, e agora era a hora de se depara com a realidade nua e crua do problema, sentia que não viera neste mundo de passagem. Os primeiros passos no interior da mata eram os derradeiros são carregados de temores e receios. Os pensamentos aceleram e se confundem em velocidades imagináveis, criando soluções e bifurcações que até mesmo o maior pensador teria inveja pelo tamanho de possibilidades e teoremas. Por mais que os olhos estivesse a costumado com a escuridão ainda havia dificuldade ao andar pela estrada de chão batido irregular, esburacada e repleta de pedregulho, estava tenso e sentia o suor frio umedecer a camisa e o medo aumentando e tomando conta como animal sorrateiro do meu ser, quanto mais aproximava da curva que dava de frente para a encruzilhada que existia no meio da mata, mais tenso ficava e isso nada iria me adiantar ao contrario podia complicar minha estada naquele local. Ao conseguir transpor a curva notei a minha direita uma pequena luminosidade, um pequeno clarão, estremeci de medo, sabia que era ele quase que por instinto iniciei a subida de ribanceira, meu estomago aparentava estar vazio e um gosto amargo tomou conta de minha boca, a cada passo na estreita subida da trilha me aumentava a angustia, parei e olhei pra trás, mas o terror de retornar fugir daquele lugar escuro foi maior, de certo não iriam deixar eu fugir, respirei fundo e continuei a subida sentia aboca seca impregnada com o amargo do mau estar que sentia vindo do estomago. Chegando ao topo da ribanceira pude avistar um homem ao redor de uma pequena fogueira a rodeada de pedras como se fosse fogo de chão, entorna da fogueira e do homem havia outra roda, mas esta discreta quase que imperceptível, talvez tenha notado por conta de meus nervos estarem a flor da pele. Dês do primeiro momento o reconheci, era ele a me espera, esta sentado naquilo que parecia ser uma cadeira com uma taça de vinho na mão, próximo a ele algo que deveria ser uma mesa posta com variedades de frutas ao alcance de sua mão, parecia esta só, pois não ouvira e nem vira sinais de movimentação ao entorno, procurei aproximar-me sem fazer alarde para que não se assuntasse com minha presença, por parecer estar absorvido em pensamentos. Mas foi só colocar o pé no primeiro circulo de pedra para sem olhar mandar-me aproximar. Fui até ele mas antes que pudesse estender a mão para cumprimentá-lo fez sinal indicando uma outra cadeira, a qual deveria me sentar. Em silencio e agora livre de toda aflição postei-me a cadeira.

Sentado em minha aconchegante poltrona em meio ao seio de meu lar tentava analisar tudo que fora dito e realizado naquela noite. Já começava a questionar minha sanidade, se realmente tudo que estava acontecendo até aquele momento não era apenas desequilíbrio de sua mente, e deveria procurar ajuda antes que o sul realismo tomasse conta de uma vez de sua mente. Já se via tomando choque todo amarrado em uma cadeira em algum hospital qualquer. Mesmo que quisesse contar para alguém simplesmente para desabafar não o conseguiria, pois achariam que a historia sairá de um filme de ficção ou algo semelhante. Ele tinha passado instruções detalhada para o caso de Dna. Eva, ele mandou perguntar para ela se gostaria de seu sua amiga e se caso concordasse avisasse de já mais traí-lo, não tolerava traição. Que fizesse sua cirurgia que Jesus Cristo foi dado como morto por três dias e ela seria pro cinco dias, pois no quinto dia retornaria Sam do mundo dos morto para servi-lo entre os vivos. Notara em todas as fala dele eram em forma de parábola, e todas com inúmeras interpretações. Também entre outras instruções deveria após a recuperação de Dna Eva, levasse ater com ele e que levasse-lhe para oferecer-lhe uva e vinho branco. A teria do universo mágico é simples, mas de uma complexidade alem dos parâmetros normais de aceitação humana, tive a absoluta certeza de chegar muitas vezes do decorrer dos teoremas a raias da insanidade, por muitas vezes me fugia o chão o alicerce da vida, o fluxo que impulsiona todos a alem dos limites normais de sua capacidade humana. Sabia que levaria dias e até semanas para decifrar dos os enigmas, e sobre o que eles tratam. Sentia-me embebido em uma energia extravagante que insuflava meu peito dando a sensação de poder voar mas ao mesmo tempo assustador. No outro dia como da outra vez parecia que nada tinha o corrido, ou melhor o que tudo que ou verá na flores fosse trivialidade do dia a dia, minha vida corria fluentemente, contratos, trabalho, vida social e familiar, o único diferencial da sema foi minha conversa com Dna. Eva já no carro quando já a levava para o hospital. Nem ela, nem eu conseguimos decifrar sobre os cinco dias porta, mas agora não tinha mais como remediar, mesmo sabendo que o cateterismo é uma cirurgia de alto risco o índice de sobrevivência era muito baixo e em poucas horas iríamos saber do que ele falara. Chegamos ao hospital Dna. Eva foi levada diretamente a sala de preparo cirúrgico sua cirurgia tinha hora agendada no bloco cirúrgico. Em meio aos preparativo para cirurgia entrou um padre capelão vestindo todo de preto dava a impressão nítida do cadafalso, lembrou daquele desenho do pica-pau e do personagem Zeca Urubu, se prostrou ao lado da cama de cada paciente, fez uma oração confortadora, enquanto ela o observava seguindo com os olhos em silencio chegou diante de sua cama, perguntou que tipo de cirurgia que ira fazer, ela se encontrava apreensiva e assustada mas procurou responder amavelmente ao sacerdote, perguntou se ela era temente a Deus, tentou novamente não ser arrogante com a resposta procurando manter a calma mesmo com a situação desconfortante que se encontrava semi nua vestida somente com um avental cirúrgico preste a ir para mesa de cirurgia que definiria vida ou morte, tinha ciência que estes poderiam ser seus últimos minutos de vida consciente antes de ser sedada e talvez já mais acorda, e não queria ser descortês com quem procurava trazer conforto para quem precisasse aquela tantas da noite, mesmo que acha-se que ele vestido de preto em torno dos moribundos da utei dava a impressão nítida do abandono e da morte, deixando um rastro de desesperança aquém desesperadamente precisava de esperança. O padre falou com voz solene e amável: “- A senhora quer se confessar e aproveitar para se arrepender de seus pecados”. Dna. Eva foi tomada de um profundo mau estar que logo se tornou em ira , seus olhos foi tomado por ódio contra o sacerdote, ele queria lhe encomendar a alma colocando-a em pânico. Olhou-o bem nos olhos e respondeu que não, não era desta vez que iria precisar do chamado sagrado sacramento porque se recuperaria com a cirurgia. Em uma sala a frente do bloco cirúrgico me encontrava a beira de um ataque de nervos junto com suas filhas, não avia nada a fazer, por vezes venho uma enfermeira orientando para que fossemos para casa e retornássemos pela primeira hora da tarde, pois nossa permanência não adiantaria de nada para ela. Combinamos que ficaríamos até o termino da cirurgia que terminou por volta das 5 horas quando o dia dava seus primeiros sinais de claridade. Venho o médico cirurgião e nos deu a noticia que a cirurgia tinha sido um sucesso agora era observar como ela reagiria o pós operatório, deveríamos descansar e acompanhar a recuperação pelo telefone da sala de recuperação do pós operatório. No retorno para deixei as outras filhas de Dna. Eva nas suas devidas residência, todo o caminho não sai de minha cabeça a comparação que ele fizera da ressurreição de Jesus Cristo e a Dna. Eva, um três dia o outro cinco dias, me incomodava pensar nisso dando uma sensação de medo e angustia. Fomos nos recolher para descansar já eram 9 horas, fiz a primeira ligação para o hospital para ver se tinha alguma novidade os estado medico continuava regular inspirando cuidados médicos. Nos acordamos com o telefone a tocar era a filha mais velha de Dna. Eva avisando que ela não acordara da cirurgia e entrando em coma, e já tinha se comunicado com o medico que orientou a família a não fazer plantão no hospital, porque não adiantaria nada, ela podia permanecer por 1 hora no estado e coma com por um dia ou dois. No momento que acorda-se o hospital avisaria a família. Durante cinco dias Dna. Eva permaneceu em como e no quinto dia como ele tinha falado ela despertou pra vida nas primeiras horas da manhã, à tarde esta deixando o hospital em companhia da família.


O corretor

As visitas a mata se tornaram uma constantes, e o medo deu lugar a abnegação dos obcecados, quando mais aprendia sobre o cosmo do universo mágico da magia negra, mais apreender, quanto mais sabia mais queria saber. Aprendera que o cosmo como um todo, sempre em expansão cobrava um alto preço a seus habitantes, e a magia fazia parte de um destes tentáculos. Destruindo aqueles que usassem desvendar seu segredo sem dele ser digno. Numa das vezes que sub a mata para embriagar-me do néctar mágico dos elemento recebi minha primeira incumbência mágica. Era a magia criando seus obstáculos separando o joio do trigo. Ele me explicou que cada ser existente é composto de caráter e princípios intransponíveis, os quais julgam serem os alicerce de sua existência na sociedade, que sem elas não mais seriam dignos de si, e da convivência dos seus, em nome dela flagelam filhos, pais e cidades em nome de uma falsa moralidade dos bons costumes que nem eles sabem como começaram. Repudiam do Demônio como algo escuso e traiçoeiro, quando na verdade o escuso e traiçoeiro são eles que o repudiam na luz do dia, e a noite o veneram sobre o manto da escuridão em sociedades secretas muitas regidas por aristocratas, somente para saciar sua cede libertina embebida em sexo e álcool. Foi me dada a missão de seduzir os ímpios, provar da embriagues da imoralidade, desfrutar dos cordeiros da terra, me deleitando em meio as suas fraqueza, e para isso o sopro adocicada da flauta mágica do “Deus Pã” seria incorporado a minha voz. Segundo a mitologia, existia um deus chamado Pã, que aterrorizava as pessoas. Era o deus dos pastores e dos rebanhos. Filho de Hermes e Driope, seu corpo, era metade homem e metade bode. Quando ele nasceu, a própria mãe teve medo e rejeitou o filho. Entregou ao pai que levou o "bebê" para o Olimpo. Pã era dotado de um espírito fálico e sexualidade insaciável."Seu nome significa O GRANDE TODO". É importante saber que ele não é bom nem mau. Um deus que, apesar de feio, é carregado de energia e vitalidade. Era amante da música e o inventor da sírinx, ou avena (antiga flauta pastoril feita do talo da aveia), a qual tocava magistralmente. Me identificaria como sendo discípulo dele o AMIGO e faria as pessoas vir até a mata lhe oferecer oferendas pessoais inimagináveis em atos libidinosos recheado de luxuria. Para isso estava autorizado em seu e em meu nome agora consagrado de Guardião Corretor de almas, incumbido dos de salvo aguardar segredos da Magia Negra.

Naquela época aprendia a reconhecer os sinais da magia em templos católicos, os sinais cabalísticos estão por toda a parte: nas altas colunas de mármore, nos capitéis, nos arcos, nos altares. Eles contam a história da construção das catedrais góticas — símbolos da religiosidade católica mas também dos mais profundos mistérios da magia que imperava na Idade Média.

Estão ali rastros dos druidas (sacerdotes celtas que reverenciavam as florestas como divindades), visíveis na arquitetura que lembra um bosque petrificado. Estão também nas rosáceas - um dos mais importantes símbolos da ordem dos cavaleiros templários e dos maçons – desenhadas nos vitrais. Estão ali ainda os signos do zodíaco - prova de que a astrologia era admitida pelos papas da igreja da época.

Enfim, Notre Dame, Chartres, Amien, Colônia e Duomo de Milão podem ser vistas como gigantescos livros de pedra, cuja leitura exige não só uma boa dose de conhecimento esotérico mas a capacidade de ver além da realidade.

Então em meio a tudo, e sem saber bem por onde começar inicie minha saga mágica em arrebanhar alguém que tivesse ou sadia de realizar um pacto profano.

Dona Eva esta pronta para ter seu primeiro conta com a mata, e cumprir o trato, levar até ele o vinho e uva em uma bandeja de prata com 03 taça de cristais. Naquele dia em especial parte da floresta foi tomada por uma densa nuvem de serração tornando tudo mais sinistro mais que o normal, quem estava enfrentando a mata pela primeira vez estava enfrentado um ambiente macabro, para quem presenciava pela primeira vez. Desta vez não precisei entra a pé como de costume, não deveria macular com a presença de visitante nosso circulo minha cabala, me aprofundaria na floresta, em uma das diversas trilhas feitas para entrada de carro que levavam a lugar algum. E assim fiz, entre na mata, contornei a curva, na encruzilhada que ficava quase que no meio da mata, optei pela peque estrada que se aprofundava na densa floresta, ao chegar no seu final, apareceu quase que imperceptível, escondida ao lado de alguns arbustos, uma pequena trilha também utilizada por carros, tive dificuldade em manobrar para seguir nesta nova trilha, a visibilidade era pouco devido a densa neblina, e me encontrava nervoso seria a primeira vez que realizaria um ato mágico de tamanha envergadura, teria que montar a cabala e realizar a evocação dentro do circulo mágico, nado poderia dar errado pois as conseqüências poderiam ser nada agradável.

Naquela época, só me preocupava em compreender e aprender tudo sobre magia, mesmo sabendo que levaria todo o restante de minha existência terrena para saber e com muita sorte dominar 1% do que ela representava. Aprendera rápido que teria que conquistar durante a jornada o respeito das entidades elementares, cuja principal função era proteger a natureza e ser o elo entre o universo mágico e o ser terreno. Minha vida profissional estava indo de vento em popa, não tinha o que reclamar o sucesso abrilhantava meus negócios, e utilizava o dinheiro para viajar com minha família por todo estado nos finais de semana, tirando o foco do que acontecia, dos olhos de minha esposa, que se deleitava com as viagens em locais paradisíacos. A magia tinha transformado minha vida então para melhor, e passei ter um entendimento diferenciado da vida. Nem todos estamos nessa terra por querer entendera claramente isso, há inimigos tanto deste lado como do outro, mas a tese que este mundo habitável não passava de uma prisão me deixar por de mais pensativo, sobre os acontecimento de minha vida no passado.

Estacionei o carro em local propício ao lado de uma clareira natural, onde poderia sem grande esforço fazer o circulo mágico e montar a cabala sem nenhum problema. Ao descer do carro a umidade do ar umedeceu meu rosto, a densa neblina deixa o local igual os filmes europeus sobre lobisomem, onde sobre um nevoeiro denso a fera espreita a vitima, que atravessa o bosque desavisada do perigo. Procurei não pensar em quanto era perigoso estar ali ainda mais acompanhado de uma mulher, por dê certo aquela pequena trilha tinha sido feita por criminosos com o intuito de fugir da policia ou desmanchar carros roubados, podendo aparecer a qualquer momento. Desanuviei meus pensamentos deixando todos os pensamentos negativos do lado de fora, Dna. Eva tentava manter a serenidade seu rosto dizia o contrario, pedi que ficasse no interior do carro até terminar de aprontar a cabala, quando estivesse tudo certo a chamaria. Após 20 minutos totalmente absorvido pela magia alheio a tudo, por um breve momento esquecera até da permanência de nossa convidada, mas agora estava tudo pronto, passei os olhos minuciosamente procurando encontrar algo que estivesse em local errado, mas a cabala esta pronta me sentia orgulhoso de mim mesmo. Olhei para o carro e deslumbrei o rosto dela a melhor, pensei que pena ela não sabia do que se tratava, não tinha como avaliar minha obra. O frescor da umidade densa passara a suor quente e gélido no interior de minha roupa estava a soar. Fui até o carro e a convidei para de ser, dando as ultimas instruções como estivesse me dirigindo um piloto de caça da força aérea, e finalizei enfatizando o principal de tudo, já mais sair do circulo mágico no decorrer do ritual sobre o risco de perder a vida, não deveria deixar o circulo não importando o que acontecesse ou visse. Prostrei-me no meio da cabala usando somente as veste da noite realizando minha primeira evocação mística, a floresta revidou envolvendo o circulo com uma densa parede de neblina, tão qual uma cortinas, revidando a luz das velas acesa não deixando os olhos humanos transpor a ela. Dna Eva em de seu local assistia a tudo estupefata com os olhos esbugalhado. Dentro do circulo reina a claridade das velas e um aroma estonteante de vinho e uva, a umidade fugira dando a impressão de aconchego. Já mais em todos seus anos de peregrinação em torno de videntes, bruxos, pai de santos, nunca vira tal fenômeno, sua boca secara por imediato não ousava se mover um centímetro procurando estabilizar a respiração para não chamar a atenção de nada. A Pós vestido o manto arrebatou a bandeja que estava pronta no meio do circulo e ofereceu uma das taças, procurei pega-la com as duas mãos pois estava tremula, mandou que tomasse de uma só vez e devolve-se a taça, colocando-a novamente na bandeja, retirou outra taça da bandeja ergueu a cima da cabeça como a como a saudar algo e solveu o liquido de uma só vez, do nada me venho um pensamento Sá tiro, que tudo não passava de encenação muito boa por sinal, tentei desesperadamente tirar este pensamento de minha cabeça, senti ímpeto de gargalhar. Seria somente nervosismo de sua parte aquele lugar por dava arrepios, lugar certo para o medo e imaginação aflorar. Depois de beber todo o liquido colocou a taça na bandeja, retirando a ultima taça que deveria ser oferecida a algo ou alguma coisa mágica que entese existiria na floresta, novamente realizou o mesmo rito de antes elevou a taça a cima da cabeça como a saudar algo, olhou para mim e disse: - Vos que acordasse para vida após cinco dias para me servi como amiga. Vos foste testada diante da oferta da extrema unção, renegaste não aceitando sua hora como faz o cordeiro. Novamente ergueu o copo acima da cabeça proferiu algumas palavras em outro dialeto que terminando em nossa língua: - Com nos lhe ofertamos senhor esta cálice de vinho como prova de nossa estima e amizade. Neste instante deu-se um estouro seco que parecei vir do cálice e toda a nevoa densa que cobria quase que por completa a flores foi sugada para o interior da taça em segundos em quanto permanecia erguida, permanecendo La dentro como algo decorativo. Assistira a tudo aterrorizada, ficou pálida e paralisada, sua mente agora turva não mais pensava era um altista, não mais sentia, estava agora absorvida pela proteção de seu mundo, aqui fora forte de mais para ela, teve que ser arrastada e colocada no carro como uma criança. Ao retorna da aventura já na proteção do lar, Dna. Começava das os primeiro sinais de raciocínio se recuperando a frente de todos seus familiares como os meus que se encontravam lá naquela noite.



Embora constantemente viajando a passeio, meu lado afetivo não ia lá muito bem, já vinha dês de a muito em estado de decadência, eu sempre protelara uma atitude mais drástica por causa das crianças e a magia me valida de válvula de escape. A situação tornara por demais desconfortável que tinha decidido a tomar uma atitude drástica e pedir a separação